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Petroleiras enfrentam previsão de menor lucro trimestral em quatro anos, dizem analistas

Supermajors enfrentam pressão crescente com previsão de queda nos lucros e aumento da dívida, enquanto a volatilidade do petróleo persiste.

Preços médios do petróleo bruto se mantiveram abaixo de US$ 70 por barril no trimestre. (Foto: Bing Guan/Bloomberg)
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  • As gigantes do petróleo enfrentam uma previsão de queda de 12% nos lucros do segundo trimestre de 2023 em relação ao ano anterior.
  • A Shell espera resultados fracos em sua divisão de trading, enquanto a BP projeta um desempenho positivo.
  • O preço do petróleo subiu 31% entre maio e junho, mas terminou o trimestre 10% abaixo do início.
  • A dívida líquida das supermajors deve aumentar, e a pressão sobre os retornos aos acionistas se intensifica.
  • O fluxo de caixa livre não será suficiente para cobrir dividendos e recompras planejados, levando a possíveis cortes nos gastos.

As gigantes do petróleo enfrentam um cenário desafiador, com previsões de queda de 12% nos lucros do segundo trimestre de 2023, em comparação ao ano anterior. A Shell, por exemplo, já alertou sobre resultados fracos em sua divisão de trading, enquanto a BP espera um desempenho positivo. A volatilidade dos preços do petróleo, exacerbada por fatores geopolíticos, impactou diretamente as operações dessas empresas.

O preço do petróleo subiu 31% em sete semanas entre maio e junho, mas encerrou o trimestre 10% abaixo do início. A guerra comercial e o aumento da oferta da Opep+ contribuíram para essa instabilidade. As cinco supermajors, incluindo Exxon Mobil e Chevron, devem registrar lucros combinados de US$ 19,88 bilhões, segundo estimativas da Bloomberg.

Desempenho Divergente

A Shell, que possui uma divisão de trading robusta, previu lucros significativamente menores, enquanto a BP se posiciona para reportar resultados fortes. A pressão sobre os retornos aos acionistas se intensifica, com a expectativa de que a dívida líquida das supermajors aumente neste trimestre. A analista do HSBC, Kim Fustier, destacou que o espaço para financiar recompras através de dívida está diminuindo.

Além disso, a fraqueza nos preços do petróleo e gás pode ser parcialmente compensada por melhorias nas margens de refino, impulsionadas pela demanda da temporada de viagens de verão no hemisfério norte. Exxon, BP e Shell já relataram ganhos melhores no refino, embora esses resultados sejam modestos em comparação com suas divisões de produção.

Pressão sobre Retornos

O fluxo de caixa livre das cinco supermajors não será suficiente para cobrir os dividendos e recompras planejados, o que pode levar a cortes em gastos com recompra. A Chevron e a BP já reduziram esses gastos, e outras empresas podem seguir o exemplo se os preços do petróleo caírem para US$ 60 ou menos.

A BP, sob pressão da gestora Elliott Investment Management, nomeou um novo presidente, Albert Manifold, em um esforço para reverter anos de desempenho insatisfatório. Enquanto isso, a Exxon continua a investir em novos projetos, aumentando seus gastos de capital para impulsionar o crescimento a longo prazo.

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