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Custos de construção na América Latina podem aumentar com tarifas de Trump

Estudo aponta que Bogotá lidera em custos de construção na América Latina, mas desafios políticos podem afetar a inflação no setor.

Bogotá é a cidade com os custos de construção mais baixos da América Latina (Foto: Jose Bula Urrutia/UCG/Universal Images Group /Getty Images)
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  • A América Latina é um destino atrativo para investimentos em construção devido aos baixos custos.
  • Bogotá, na Colômbia, tem os custos mais baixos da região, com média de US$ 1.265 por metro quadrado.
  • O Rio de Janeiro, no Brasil, apresenta custos de US$ 1.413, enquanto Nova York e São Francisco superam US$ 5.500.
  • A inflação dos custos de construção deve cair de 7,16% em 2024 para 4,16% em 2025 na maioria dos mercados latino-americanos.
  • Desafios políticos e comerciais podem impactar os preços em países como Chile e Argentina, onde a instabilidade pode elevar os custos.

A América Latina se destaca como um polo atrativo para investimentos no setor de construção, especialmente devido aos baixos custos de construção. Um estudo da consultoria Turner & Townsend revela que Bogotá, capital da Colômbia, apresenta os custos mais baixos da região, com uma média de US$ 1.265 por metro quadrado. Em comparação, o Rio de Janeiro no Brasil, com US$ 1.413, também se posiciona como um destino acessível, contrastando com cidades como Nova York e São Francisco, onde os custos superam US$ 5.500.

O relatório, parte do Global Construction Market Intelligence (GCMI) 2025, indica que a inflação dos custos de construção deve cair de 7,16% em 2024 para 4,16% em 2025 na maioria dos mercados latino-americanos. No entanto, a consultoria alerta para possíveis aumentos em alguns países, como Chile e Argentina, onde a instabilidade política pode impactar negativamente os preços. Em Santiago, os custos podem chegar a US$ 1.899 por metro quadrado, impulsionados pela alta demanda por minerais como lítio e cobre.

Desafios e Oportunidades

A instabilidade política e os desafios comerciais globais, como as tarifas impostas pelo governo dos EUA, afetam diretamente a competitividade de produtos brasileiros, como aço e alumínio, essenciais para a construção. Anna Pancini, diretora associada da Turner & Townsend Brasil, destaca que a redução da competitividade pode gerar um excedente de oferta local, pressionando preços e impactando a cadeia produtiva.

No México, a dependência de materiais importados deve elevar a inflação em Monterrey, passando de 5% para 7% em 2026. Apesar dos desafios, o mercado de construção na América Latina se beneficia de uma indústria de mineração robusta, que fomenta o desenvolvimento de setores como o imobiliário e de transporte. Investimentos em infraestrutura estão sendo direcionados para cidades como Belém, que se prepara para sediar a COP30.

Sergio Panero, líder regional de mercado imobiliário na América Latina pela Turner & Townsend, ressalta que, apesar das dificuldades, os fundamentos da região, como os baixos custos de construção e uma forte indústria de mineração, continuam a atrair investidores.

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