- A Coca-Cola (COCA34) divulgou resultados do 2º trimestre de 2025, reportando lucro de R$ 0,87 por ação, acima da expectativa de R$ 0,83.
- A receita foi de US$ 12,5 bilhões, abaixo dos US$ 12,6 bilhões projetados por analistas.
- Investidores que aplicaram R$ 10 mil em BDRs da empresa há 10 anos viram seu investimento triplicar, alcançando R$ 36.170,57.
- Em prazos menores, um investimento de R$ 10 mil há cinco anos rendeu R$ 16.845,79, e em dois anos, R$ 13.655,30.
- A temporada de balanços nos Estados Unidos indica um aumento de 2,5% nos lucros, mas há preocupações com pressões nas margens devido a tarifas e a desvalorização do dólar.
A Coca-Cola (COCA34), uma das preferidas de Warren Buffett, divulgou seus resultados do 2º trimestre de 2025 nesta terça-feira (22). A companhia reportou um lucro de 87 centavos por ação, superando a expectativa de 83 centavos dos analistas. No entanto, a receita ficou em US$ 12,5 bilhões, abaixo dos US$ 12,6 bilhões projetados por Wall Street.
Para investidores de longo prazo, a Coca-Cola tem se mostrado uma boa opção. Uma simulação realizada por Rogério Mauad, especialista da Fipecafi, revela que quem investiu R$ 10 mil em BDRs da empresa há 10 anos viu seu investimento triplicar, alcançando R$ 36.170,57, uma valorização de 261,71%. Os BDRs, que representam ações de empresas estrangeiras negociadas na B3, têm atraído a atenção de muitos investidores.
Retornos em Prazos Menores
Os resultados também são positivos em prazos menores. Um investimento de R$ 10 mil em BDRs da Coca-Cola há cinco anos rendeu uma alta de 68,46%, com o valor chegando a R$ 16.845,79. Em dois anos, a valorização foi de 36,55%, atingindo R$ 13.655,30. Esses cálculos consideram apenas a valorização bruta, sem incluir dividendos ou impostos.
Expectativas para o Mercado
A temporada de balanços nos Estados Unidos está em andamento, com centenas de empresas divulgando resultados. A expectativa é que os lucros aumentem 2,5% em relação ao ano anterior, segundo a Bloomberg Intelligence. Contudo, a XP alerta para possíveis pressões nas margens devido a tarifas implementadas por Donald Trump, embora a desvalorização do dólar possa ter amenizado o impacto nas receitas internacionais.
Os estrategistas da XP destacam que o ambiente permanece incerto, com discrepâncias setoriais e ajustes relevantes nos guidances para o segundo semestre e para 2026.
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