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Dólar recua para R$ 5,56 com influência do exterior e tarifas em pauta

Dólar cai e governo brasileiro prepara contingências para tarifas de até 50% dos EUA, enquanto inflação de 2026 é revista para 4,45%.

Foto: Reprodução
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  • O dólar fechou em queda de 0,40%, cotado a R$ 5,5651.
  • A desvalorização da moeda americana foi influenciada por fatores externos e tensões comerciais com os Estados Unidos.
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo está preparando planos de contingência para enfrentar tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, propostas por Donald Trump.
  • Haddad afirmou que o objetivo é proteger a economia nacional, sem retaliar.
  • O Boletim Focus indicou uma leve queda na projeção da inflação para 2026, de 4,50% para 4,45%.

O dólar encerrou a segunda-feira, 21, com uma queda de 0,40%, cotado a R$ 5,5651. A desvalorização da moeda americana no exterior e a atenção dos investidores às tensões comerciais com os Estados Unidos influenciaram o resultado. O governo brasileiro, por meio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está elaborando planos de contingência para mitigar os impactos das tarifas que podem chegar a 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Haddad enfatizou que o objetivo do governo não é retaliar, mas sim proteger a economia nacional. Ele afirmou que “é possível, sim, chegarmos em agosto sem resposta dos EUA”. O ministro também destacou que algumas medidas podem ser mais prejudiciais do que benéficas para o Brasil. A situação é ainda mais complexa após a revogação dos vistos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e de sua família, o que adiciona tensão às relações bilaterais.

Além disso, o Boletim Focus trouxe uma leve queda nas projeções para o IPCA de 2026, passando de 4,50% para 4,45%. Essa mudança reflete a expectativa de desaceleração econômica e possíveis efeitos desinflacionários das tarifas dos EUA. O fluxo de capital estrangeiro tem ajudado a estabilizar o dólar, mesmo em meio a incertezas.

O mercado financeiro também acompanhou a valorização do minério de ferro, que contribuiu para a queda do dólar. Na B3, o dólar para agosto recuou 0,25%, cotado a R$ 5,5790. A situação cambial continua a ser monitorada de perto, com os investidores atentos às declarações do governo e às movimentações no cenário internacional.

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