- Desde a posse de Donald Trump em seu segundo mandato, o dólar tem se desvalorizado em relação a várias moedas globais.
- Um levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que, até 18 de julho, a moeda norte-americana perdeu força em 24 das 27 principais economias.
- O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas, caiu 10,49%.
- O real se valorizou 8,32%, posicionando-se na 11ª posição entre as moedas que mais se valorizaram.
- A desvalorização do dólar está ligada a um aumento do apetite por risco entre investidores e expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve.
Desde a posse de Donald Trump em seu segundo mandato, o dólar tem enfrentado uma desvalorização significativa em relação a diversas moedas globais. Um levantamento da consultoria Elos Ayta revela que, até 18 de julho, a moeda norte-americana perdeu força em 24 das 27 principais economias analisadas. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, registrou uma queda de 10,49%.
Entre as moedas que mais se valorizaram, destaca-se o rublo russo, com um ganho de 23,40%. A coroa sueca e o franco suíço também apresentaram valorização expressiva, com 13,66% e 13,04%, respectivamente. No Brasil, a moeda norte-americana Ptax, referência utilizada pelo Banco Central, caiu 8,32%, colocando o real na 11ª posição entre as moedas que mais se valorizaram.
Cenário Global
Esse movimento de desvalorização do dólar está associado a uma melhora no fluxo cambial e ao aumento do apetite por risco entre investidores estrangeiros. A expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) também contribui para essa tendência, favorecendo investimentos em ativos de risco e fortalecendo moedas de países emergentes.
Por outro lado, o dólar se valorizou apenas em três países: Hong Kong (0,77%), Turquia (13,59%) e Argentina (22,83%). A alta nessas economias está ligada a desequilíbrios internos, como inflação e incertezas políticas. A análise da Elos Ayta indica que a desvalorização do dólar pode continuar a impactar os mercados acionários globais, refletindo um cenário de incerteza e volatilidade.
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