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Fundo de capital de risco se envolve em política após polêmica com sócio

Sequoia Capital enfrenta pressão crescente para se posicionar após declarações islamofóbicas de sócio, gerando críticas na indústria de tecnologia.

Roelof Botha, sócio da Sequoia Capital, chega ao The Sun Valley Resort para a Conferência de Mídia e Tecnologia Allen and Company em Sun Valley, Idaho, EUA, em 8 de julho de 2025. (Foto: REUTERS/Brendan McDermid)
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  • A Sequoia Capital enfrenta pressão para se posicionar após postagens controversas de seu sócio Shaun Maguire, consideradas islamofóbicas.
  • Durante a conferência anual da Allen & Co. em Sun Valley, Idaho, Roelof Botha, sócio-gerente da Sequoia, foi questionado sobre as declarações de Maguire.
  • Maguire fez comentários sobre o candidato à prefeitura de Nova York, Zohran Mamdani, afirmando que ele vinha de uma “cultura que mente sobre tudo” e promovia uma “agenda islamista”.
  • Mais de mil profissionais de tecnologia assinaram uma carta aberta pedindo que a Sequoia investigasse o comportamento de Maguire, descrevendo suas declarações como um ataque que fomenta estereótipos perigosos contra muçulmanos.
  • A Sequoia, que historicamente manteve neutralidade política, não se manifestou publicamente, mas a pressão interna e externa continua a aumentar.

SAN FRANCISCO — A Sequoia Capital, uma das principais firmas de venture capital do Vale do Silício, enfrenta crescente pressão para se posicionar após postagens controversas de seu sócio Shaun Maguire. Durante a conferência anual da Allen & Co. em Sun Valley, Idaho, Roelof Botha, sócio-gerente da Sequoia, foi questionado sobre as declarações de Maguire, que foram amplamente consideradas islamofóbicas.

Maguire, conhecido por sua franqueza nas redes sociais, fez comentários sobre Zohran Mamdani, candidato à prefeitura de Nova York, afirmando que ele vinha de uma “cultura que mente sobre tudo” e promovia uma “agenda islamista”. Essas postagens geraram uma onda de críticas, com mais de 1.000 profissionais de tecnologia assinando uma carta aberta pedindo que a Sequoia investigasse o comportamento de Maguire. A carta descreveu suas declarações como um ataque deliberado que fomenta estereótipos perigosos contra muçulmanos.

A Sequoia, que historicamente manteve uma postura de neutralidade política, se vê agora em meio a um debate acalorado sobre liberdade de expressão e discurso de ódio. Enquanto alguns defendem Maguire, outros exigem que a firma tome uma posição clara. Em resposta, um sócio sênior da Sequoia, Doug Leone, pareceu apoiar Maguire, afirmando que suas postagens não eram direcionadas a muçulmanos.

A situação é delicada para a Sequoia, que tem um histórico de investimentos em empresas como Apple e Google. A firma, que sempre evitou o foco em seus sócios, agora se vê pressionada a lidar com as consequências das opiniões de Maguire, que se tornou uma figura polarizadora na indústria. A Sequoia não se manifestou publicamente sobre o assunto, mas a pressão interna e externa continua a aumentar.

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