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Fazendas históricas do Vale do Paraíba revitalizam produção de café e atraem turistas

Vale do Paraíba do Sul Fluminense revive a produção de café com foco em qualidade e turismo, atraindo novos mercados e visitantes.

A Fazenda Alliança, em Barra do Piraí, produz o café Durini, que é orgânico — Foto: Gabriel de Paiva
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  • O Vale do Paraíba do Sul Fluminense reintroduziu o cultivo de café, focando em métodos orgânicos e de qualidade desde 2018.
  • O programa Vocações Regionais da Cafeicultura Fluminense, em parceria com o Sebrae e o governo do estado, impulsionou essa iniciativa.
  • A Associação de Cafeicultores do Vale do Café (Ascav) já conta com mais de 50 fazendas associadas.
  • A produção de café arábica, que ocorre entre março e junho, atrai turistas e entusiastas, com uma estimativa de 346,5 mil sacas para 2024, um aumento de 13,2% em relação ao ano anterior.
  • O Vale do Café busca Indicação Geográfica (IG) para certificar a qualidade e origem do produto, visando novos mercados para cafés especiais.

O Vale do Paraíba do Sul Fluminense está vivenciando um renascimento na produção de café, após décadas de declínio. A reintrodução do cultivo, focada em métodos orgânicos e de alta qualidade, começou em 2018 com o programa Vocações Regionais da Cafeicultura Fluminense, uma parceria entre o Sebrae e o governo do estado. Atualmente, a região conta com mais de 50 fazendas associadas à Associação de Cafeicultores do Vale do Café (Ascav), que busca resgatar a tradição cafeeira local.

O cultivo de café arábica, conhecido por sua complexidade e variedade de sabores, tem atraído turistas e entusiastas. As colheitas ocorrem anualmente entre março e junho, com processos que incluem colheita manual e secagem ao sol. Em 2024, a produção de café no estado foi estimada em 346,5 mil sacas, um aumento de 13,2% em relação ao ano anterior. O Sul Fluminense, embora ainda menor em comparação a outras regiões, está ganhando destaque.

Atração Turística

Fazendas como a Fazenda Florença, de Paulo Roberto dos Santos, e a Fazenda Alliança, de Josefina Durini, têm se destacado não apenas pela qualidade do café, mas também pelo turismo de experiência. Os visitantes podem participar de degustações e conhecer o processo de produção. Santos, que começou a cultivar café em 2019, destaca que a demanda por produtos locais foi um dos principais motivadores para a reintrodução do café na região.

Além disso, o Festival Vale do Café, que ocorre anualmente, tem atraído visitantes com uma programação rica em cultura e história, incluindo concertos e eventos nas fazendas. A revitalização da região é impulsionada por pequenos produtores que buscam qualidade em vez de quantidade, com muitos deles ainda no início de suas colheitas.

Futuro Promissor

O Vale do Café está em processo de busca por Indicação Geográfica (IG), um selo que atesta a origem e a qualidade do produto. O Sebrae e outras instituições estão apoiando essa iniciativa, que visa abrir novos mercados para os cafés especiais da região. Com um crescente número de produtores focados na qualidade, o Vale do Paraíba se posiciona como um potencial destaque no cenário nacional de cafés especiais.

A combinação de história, cultura e qualidade tem feito do Vale do Café um destino atraente para turistas e amantes do café, resgatando uma tradição que, embora adormecida, agora renasce com força.

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