- O Santander rebaixou a recomendação das ações da B3 (B3SA3) de ‘compra’ para ‘neutra’.
- A mudança se deve a limitações no potencial de alta e riscos de concorrência crescente, com um preço-alvo de R$ 16.
- As ações da B3 caíram 1,8%, cotadas a R$ 13,50.
- O volume de negociação na B3 permanece baixo, limitando a revisão de lucros para 2025.
- Apesar do rebaixamento, a B3 se destacou em recompra de ações, adquirindo 1% de sua capitalização de mercado até junho.
A B3 (B3SA3) teve sua recomendação rebaixada pelo Santander de ‘compra’ para ‘neutra’, após uma valorização de 35% no ano, superando o desempenho do Ibovespa. As ações da empresa caíam 1,8%, cotadas a R$ 13,50 por volta das 11h15. O banco justificou a mudança citando limitações no potencial de alta e riscos de concorrência crescente, estabelecendo um preço-alvo de R$ 16.
Os analistas Henrique Navarro e Anahy Rios destacaram que, apesar da performance positiva do Ibovespa, o volume de negociação permanece baixo, o que limita a revisão de lucros para 2025. A B3, atualmente negociando a 14 vezes o lucro previsto para 2026, apresenta um potencial de alta de 17% em relação ao novo preço-alvo.
Crescimento de Ativos
O volume de BDRs, ETFs e fundos listados na B3 cresceu significativamente, representando cerca de 15% do volume total de negociação, comparado a menos de 4% anteriormente. Essa tendência, somada à volatilidade esperada nas eleições de 2026, pode aumentar o volume médio diário de negociações, embora não no curto prazo.
Em um cenário otimista, o Santander sugere que o preço-alvo da B3 poderia subir em 8%. No entanto, o banco acredita que outras ações, como as do BTG e XP, apresentam maior potencial de valorização. Apesar da recomendação neutra, a B3 se destacou como a terceira empresa mais ativa no Brasil em recompra de ações, adquirindo 1% de sua capitalização de mercado até junho, a um preço médio de R$ 11,11.
Concorrência e Riscos
Para 2024, a B3 deve liderar o ranking de recompra, com um total estimado de 5,5% de sua capitalização de mercado. Contudo, o Santander alerta para os riscos de concorrência crescente, especialmente de bolsas estrangeiras e plataformas de negociação, que podem impactar a participação de mercado da B3. Os analistas afirmam que, apesar dos riscos de compressão de margens, a B3 deve manter sua posição de liderança, embora o papel possa ser afetado por notícias sobre a competição.
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