- Foi iniciado o leilão de até 218,5 mil Certificados de Potencial Construtivo (CEPACs) na Faria Lima, em São Paulo.
- A expectativa de arrecadação é superior a R$ 3,8 bilhões, sendo este o maior leilão da história da região.
- A venda dos CEPACs permite que construtoras aumentem o potencial construtivo, com valor mínimo individual de R$ 17 mil.
- Os recursos arrecadados serão destinados a investimentos em habitação popular, infraestrutura e equipamentos públicos nas áreas de Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro.
- A Operação Urbana Faria Lima foi ampliada em julho de 2024, permitindo a nova emissão de CEPACs após a venda de mais de 2,2 milhões de metros quadrados.
Foi iniciado o leilão de até 218,5 mil CEPACs na Faria Lima, em São Paulo, com expectativa de arrecadação superior a R$ 3,8 bilhões. Este leilão, considerado o maior da história, representa a última chance para construtoras aumentarem o potencial construtivo na região, que enfrenta escassez de novos espaços.
Os Certificados de Potencial Construtivo (CEPACs) permitem que empresas ultrapassem os limites tradicionais de construção, mediante a compra desses títulos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já aprovou o certame, que tem valor mínimo individual de R$ 17 mil. A Prefeitura decidiu vender todo o estoque disponível, em vez de fracionar a oferta, o que deve intensificar a competição entre os investidores.
A arrecadação será direcionada para investimentos em habitação popular, infraestrutura e equipamentos públicos nas áreas de Paraisópolis, Jardim Colombo e Porto Seguro. Desde 1994, a venda de CEPACs já havia gerado R$ 3,1 bilhões, e o último leilão, realizado em 2021, arrecadou apenas R$ 180 milhões devido ao impacto da pandemia.
Expansão da Operação Urbana
A Operação Urbana Faria Lima, que inclui importantes avenidas da cidade, foi ampliada em julho de 2024, permitindo um aumento de 250 mil metros quadrados em área de construção adicional. Essa expansão possibilitou a nova emissão de CEPACs, já que o estoque anterior estava esgotado após a venda de mais de 2,2 milhões de metros quadrados.
Além disso, a Prefeitura regulamentou a nova legislação em março de 2025, detalhando os procedimentos para investidores e incorporadores. Os recursos obtidos com a venda dos CEPACs são destinados exclusivamente a obras de infraestrutura na região, como melhorias em mobilidade e saneamento, além de áreas verdes.
As obras já realizadas com esses recursos incluem o Conjunto Habitacional Real Parque, a revitalização do Largo da Batata e a construção de ciclovias na Faria Lima. O leilão atual é visto como uma oportunidade crucial para o desenvolvimento urbano na região, que continua a ser um dos principais polos econômicos da cidade.
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