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Argentina inicia privatização da estatal de água e esgoto, cumprindo promessa de Milei

Governo argentino inicia privatização de 90% das ações da AySA, visando modernização e melhoria dos serviços de água e esgoto em Buenos Aires.

Obras do sistema Riachuelo, operadas pela AySA, a empresa de água e saneamento da Grande Buenos Aires (Foto: Divulgação AySA)
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  • O governo argentino anunciou a privatização de 90% das ações da AySA, empresa de água e saneamento de Buenos Aires.
  • A medida foi divulgada em 18 de julho de 2025 e visa modernizar o setor e melhorar a qualidade dos serviços.
  • A transferência das ações ocorrerá por meio de licitações públicas, nacionais e internacionais.
  • Desde a renacionalização em 2006, a AySA enfrentou desafios, como aumento na inadimplência e cortes de funcionários, totalizando 1.454 demissões.
  • A privatização incluirá a alienação de 83 obras de expansão e foi sugerida pela direção da empresa, que reportou um resultado operacional positivo de $ 104 milhões no último ano.

O governo argentino anunciou, nesta sexta-feira (18), o início do processo de privatização de 90% das ações da AySA, a companhia de água e saneamento de Buenos Aires. A medida, uma das promessas do presidente Javier Milei, busca modernizar o setor e melhorar a qualidade dos serviços prestados. O porta-voz presidencial, Manuel Adorni, informou que a transferência das ações para o capital privado ocorrerá por meio de licitações públicas, tanto nacionais quanto internacionais.

A AySA, que atende 11,4 milhões de pessoas com abastecimento de água e 9,5 milhões com coleta de esgoto, foi nacionalizada em 2006 após críticas à sua gestão privada anterior. Durante a administração estatal, a empresa enfrentou desafios, como um aumento na inadimplência de 4% para 16% e uma deterioração nos custos operacionais. Desde a chegada de Milei ao poder, a AySA já cortou 1.454 funcionários, reduzindo sua equipe para 6.336.

A privatização é vista como uma forma de reverter a situação da empresa, que recebeu mais de US$ 13,4 bilhões em investimentos desde a renacionalização. O governo argumenta que a privatização permitirá a modernização do setor e a melhoria dos serviços, com a supervisão da Comissão Nacional de Valores Mobiliários. Adorni criticou a gestão anterior, afirmando que recursos foram mal empregados em obras e patrocínios.

Além disso, a privatização incluirá a alienação de 83 obras de expansão, que serão transferidas para o Ministério de Obras Públicas ou para municípios e províncias. A proposta de privatização foi inicialmente sugerida pela própria direção da AySA, que reportou um resultado operacional positivo de US$ 104 milhões no último ano, após um déficit em 2023.

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