- Donald Trump intensificou críticas ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sugerindo sua demissão.
- A proposta de demissão está relacionada a uma reforma de R$ 2,5 bilhões na sede do Fed, considerada mal administrada por aliados de Trump.
- A incerteza sobre a liderança do Fed já impactou os mercados, resultando em queda de 1,2% no dólar e aumento das expectativas de inflação.
- Analistas alertam que a pressão sobre Powell pode comprometer a eficácia do Fed no combate à inflação.
- A demissão de Powell pode enfrentar desafios legais, pois a estrutura do Fed protege contra demissões arbitrárias.
Os ataques de Donald Trump ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, intensificaram-se, gerando preocupações sobre a independência do banco central dos EUA. Recentemente, Trump questionou legisladores sobre a possibilidade de demitir Powell, o que provocou uma queda de 1,2% no dólar americano e aumentou as expectativas de inflação.
Após a especulação sobre a demissão, o dólar se estabilizou quando Trump afirmou que era “altamente improvável” que tomasse essa decisão imediatamente. No entanto, analistas alertam que a pressão sobre Powell pode resultar em um Fed menos eficaz no combate à inflação. Bill Campbell, gestor de portfólio da DoubleLine, destacou que a incerteza em torno da demissão de Powell já afeta os mercados.
Críticas e Consequências
Trump e seus aliados criticam Powell em dois pontos principais: a gestão de uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do Fed e a resistência do banco em cortar as taxas de juros. O diretor do Escritório de Gestão e Orçamento, Russell Vought, chamou a reforma de “grosseiramente mal administrada”. Powell, por sua vez, refutou essas alegações, afirmando que muitos dos elementos do projeto original foram descartados.
A possibilidade de demissão de Powell levanta questões legais, uma vez que a estrutura do Fed oferece proteção contra demissões arbitrárias. A administração pode enfrentar desafios judiciais caso decida seguir em frente com essa ação. O impacto no mercado financeiro já é visível, com um aumento nas expectativas de inflação e uma aversão ao risco em ativos americanos.
Expectativas de Inflação
As expectativas de inflação, medidas pelas taxas de break-even, subiram para máximas de vários meses. A incerteza sobre a liderança do Fed e a pressão inflacionária das tarifas de Trump contribuem para essa elevação. As taxas de break-even de 10 anos, por exemplo, ultrapassaram 2,4%, o que reflete a preocupação com um banco central que pode não ser capaz de conter a inflação nos próximos anos.
Analistas como Durham Abric, da Citadel Securities, apontam que a percepção de um Fed mais complacente pode ser um fator que eleva as expectativas de inflação. A situação continua a evoluir, e a administração deve considerar cuidadosamente seus próximos passos em relação a Powell e à política monetária.
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