- Em julho, o Índice Geral de Preços (IGP-10) caiu 1,65%, seguindo a tendência de desinflação dos meses anteriores.
- A queda é atribuída à diminuição nos preços ao longo da cadeia produtiva, com o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) recuando 2,42%.
- O café foi o principal responsável pela queda no IPA, que anteriormente pressionava a inflação.
- O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,13%, refletindo a redução nos preços da gasolina.
- No acumulado do ano, o IGP-10 apresenta variação negativa de 1,42%, enquanto em doze meses a alta é de 3,42%.
Em julho, o Índice Geral de Preços (IGP-10) registrou uma queda de 1,65%, acentuando a tendência de desinflação observada nos meses anteriores. O recuo é atribuído a uma diminuição significativa nos preços ao longo de toda a cadeia produtiva, especialmente no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 2,42%.
O café, que anteriormente pressionava a inflação, foi o principal responsável por essa queda no IPA. No setor de consumo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou para 0,13%, refletindo a redução nos preços da gasolina. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) também apresentou desaceleração, com alta de 0,57% em julho, após 0,87% em junho.
Disseminação da Queda de Preços
A análise do economista Matheus Dias, do FGV Ibre, indica que a queda de preços está se espalhando por todas as cadeias produtivas. Ele observa que, normalmente, choques de preço não se refletem de forma intensa em todos os setores, mas atualmente há um repasse mais eficaz. Isso sugere que a queda de preços no nível do produtor deve impactar os preços ao consumidor de maneira mais rápida e significativa.
Dias destaca que, em geral, o setor de alimentos tende a repassar as quedas de preços mais rapidamente ao consumidor. Em contraste, itens industriais, especialmente os duráveis, apresentam uma relação mais complexa, dependendo de fatores como condições de mercado e níveis de estoque.
Perspectivas Futuras
No acumulado do ano, o IGP-10 apresenta uma variação negativa de 1,42%, enquanto em 12 meses a alta é de 3,42%. Em julho de 2024, o IGP-10 havia subido 0,45% no mês, com alta acumulada de 3,38% em 12 meses. A expectativa é que a atual tendência de queda nos preços continue a influenciar a economia nos próximos meses.
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