- O mercado de venture capital na China está se recuperando com o retorno de investidores globais.
- O crescimento da inteligência artificial e um mercado de IPOs (oferta pública inicial) em Hong Kong estão impulsionando esse movimento.
- O índice Hang Seng registrou alta superior a 20% em 2025, indicando otimismo entre investidores.
- A BAI Capital, com sede em Pequim, iniciou a captação de um novo fundo de US$ 800 milhões, prevendo fechar a primeira rodada até setembro.
- O Future Capital Discovery Fund levantou US$ 210 milhões, o maior valor da sua história, e planeja investir em empresas de inteligência artificial e hardware.
O mercado de venture capital na China está experimentando um renascimento, com investidores globais retornando ao país após um período de retração. Este movimento é impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial e por um mercado de IPOs em Hong Kong, que pode superar Wall Street em captação de recursos este ano.
O índice Hang Seng já registra uma alta superior a 20% em 2025, refletindo um otimismo renovado entre os investidores, conforme reportado pela CNBC. Após anos de dependência de capital local e fundos em yuans, os fundos chineses estão novamente captando recursos em dólares. A BAI Capital, com sede em Pequim, iniciou a captação de um novo fundo de US$ 800 milhões em fevereiro, com previsão de fechar a primeira rodada até setembro. A gestora, apoiada pelo conglomerado alemão Bertelsmann, observa uma forte demanda por investimentos em dólares.
Retorno dos Investidores
Outro exemplo significativo é o Future Capital Discovery Fund, que levantou US$ 210 milhões na segunda metade de 2024, o maior valor da sua história. O sócio-fundador Mingming Huang destacou que a nova estratégia da gestora é aproveitar rapidamente as janelas de oportunidade, em contraste com o antigo hábito de captar dólares a cada poucos anos. Huang enfatizou a importância de estar atento às tendências macroeconômicas e às relações entre as grandes economias.
Os investidores do Future Capital incluem fundos soberanos e endowments de diversas regiões, como Oriente Médio, EUA, Europa, Japão e Sudeste Asiático. A gestora planeja direcionar seus recursos para empresas de inteligência artificial e hardware, alinhando-se às tendências emergentes do mercado. O retorno dos investidores estrangeiros à China sinaliza um novo capítulo para o ecossistema de startups e inovação no país.
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