- O marketing de influência é uma estratégia crescente no Brasil, que ocupa o segundo lugar no mercado global, atrás apenas dos Estados Unidos.
- A geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, é responsável pela criação de conteúdos virais, enquanto os millennials, nascidos entre 1980 e 1990, têm maior engajamento com seus seguidores.
- A pesquisa da BrandLovers indica que influenciadores com 20 mil a 70 mil seguidores apresentam alta taxa de recontratação, destacando a importância de uma base fiel.
- O setor de marketing de influência deve alcançar US$ 24 bilhões em 2024 e US$ 32,5 bilhões em 2025, um crescimento significativo em relação a 2014, quando o valor era de US$ 1,4 bilhão.
- A evolução das plataformas de mídia social continua a impactar a produção e o consumo de conteúdo, refletindo as preferências de cada geração.
O marketing de influência tem se consolidado como uma estratégia crucial no Brasil, que se destaca globalmente pelo número de influenciadores. Uma análise da BrandLovers revela que a geração Z é a principal responsável pela criação de conteúdos virais, enquanto os millennials se destacam pelo engajamento profundo com seus seguidores.
A pesquisa aponta que os influenciadores da geração Z, com idades entre 18 e 24 anos, dominam o cenário com vídeos espontâneos e postagens frequentes, superando em visualizações os criadores mais velhos. Em contrapartida, os millennials, nascidos entre 1980 e 1990, apresentam taxas de engajamento mais elevadas, refletindo uma relação mais qualificada com seus seguidores. Raquel Real, humorista e influenciadora, destaca que a publicidade deve ser alinhada ao seu estilo, pois “se não for engraçado, não faz sentido”.
O Brasil é o segundo maior mercado de marketing de influência do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com um crescimento significativo. Em 2024, o setor deve atingir US$ 24 bilhões, e em 2025, US$ 32,5 bilhões, um salto em relação aos US$ 1,4 bilhão de 2014. Ian Black, CEO da New Vegas, afirma que o marketing de influência é uma forma de comunicação publicitária que se adapta ao estilo do criador de conteúdo.
Diferenças nas Estratégias
As diferenças entre as gerações não se limitam ao consumo, mas também à produção de conteúdo. Os millennials tendem a manter conversas mais profundas, enquanto a geração Z prioriza a viralidade. Luana Benfica, influenciadora de 23 anos, ressalta que o foco deve ser na mensagem que se quer transmitir, independentemente do número de visualizações.
O levantamento da BrandLovers também indica que influenciadores com 20 mil a 70 mil seguidores têm uma alta taxa de recontratação, evidenciando a importância de construir uma base fiel de seguidores. Raphael Avellar, CEO da BrandLovers, destaca que cada geração desempenha um papel estratégico diferente, e a escolha do influenciador deve considerar o público-alvo da campanha.
A evolução do marketing de influência, que começou com blogs e se expandiu com o YouTube, continua a moldar a forma como marcas e criadores interagem. A mudança nas plataformas de mídia social impactou tanto a produção quanto o consumo de conteúdo, refletindo as preferências de cada geração.
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