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Itaú divulga projeções da Selic para 2025 e 2026 e abre apostas para investidores

Itaú Unibanco projeta Selic em 12,75% ao final de 2024, com cortes de juros podendo ocorrer apenas em 2025, diante de incertezas econômicas.

Prédio do Itaú na Faria Lima, em São Paulo (Foto: Reprodução/VEJA)
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  • O Itaú Unibanco projeta que a taxa Selic encerrará 2024 em 12,75%.
  • Os cortes de juros devem começar apenas no primeiro trimestre de 2025.
  • A Selic atualmente está em 15% ao ano, e o Comitê de Política Monetária (Copom) deve ter encerrado o ciclo de alta.
  • O relatório destaca riscos relacionados a tarifas de Donald Trump sobre exportações brasileiras, que podem afetar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.
  • Investidores devem acompanhar as reuniões do Copom, especialmente as programadas para os dias 29 e 30 de julho.

O Itaú Unibanco projeta que a taxa Selic encerrará 2024 em 12,75%, com cortes de juros iniciando apenas no primeiro trimestre. A previsão foi divulgada no relatório Cenário Macro, assinado pelo economista-chefe do banco, Mário Mesquita, na última segunda-feira, 14.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. O relatório sugere que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve ter encerrado o ciclo de alta na última reunião, considerando a incerteza econômica e os efeitos defasados da política monetária. Mesquita afirma que “dada a incerteza elevada, o Copom deve ter encerrado o ciclo de alta no nível de 15,00%”.

Expectativas e Riscos

O início dos cortes de juros, segundo a análise, pode ocorrer apenas no primeiro trimestre de 2025. O economista alerta que os riscos permanecem inclinados para um corte ainda mais tardio, a menos que ocorram choques desinflacionários significativos. A Selic elevada continua a ser um fator crucial para investidores, especialmente na renda fixa, que se mostra uma estratégia atrativa neste cenário.

Além disso, o relatório menciona que as tarifas propostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçam taxar em 50% as exportações brasileiras, podem impactar negativamente o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Essa situação gera incertezas adicionais para a economia nacional, conforme destacado no Radar Econômico.

Os investidores, tanto profissionais quanto amadores, devem acompanhar de perto as próximas reuniões do Copom, especialmente a programada para o final de julho, nos dias 29 e 30. As decisões sobre a Selic têm um impacto direto na economia e nos investimentos, tornando-se um tema central nas discussões financeiras atuais.

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