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Gestores preveem que ‘trade eleitoral’ terá início em 2025, aponta pesquisa do BofA

Gestores antecipam o "trade eleitoral" para o final de 2025 e projetam otimismo crescente para o Ibovespa, que pode superar 140 mil pontos.

Maioria dos gestores tem uma visão construtiva sobre os ativos brasileiros, segundo pesquisa do BofA com o mercado (Foto: Ton Molina/Bloomberg)
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  • A maioria dos gestores de fundos acredita que o “trade eleitoral” no Brasil começará no terceiro ou quarto trimestre de 2025, antecipando-se à expectativa anterior de 2026.
  • Uma pesquisa do Bank of America revelou que cinquenta e sete por cento dos entrevistados projetam que o mercado se posicionará para as eleições presidenciais de 2026 ainda neste ano.
  • Oitenta e três por cento dos gestores esperam que o Ibovespa ultrapasse 140 mil pontos até o final de 2023, um aumento em relação aos sessenta e seis por cento da pesquisa anterior.
  • Mais de oitenta por cento acreditam que o Banco Central já encerrou o ciclo de aumento da taxa de juros, atualmente em 15% ao ano, e quarenta e três por cento esperam cortes na Selic ainda em 2023.
  • No cenário da América Latina, o sentimento é negativo em relação ao México, enquanto o Chile é visto como o país mais promissor da região.

A maioria dos gestores de fundos acredita que o “trade eleitoral” no Brasil começará antes do esperado, já no terceiro ou quarto trimestre de 2025. Essa informação foi revelada em uma pesquisa mensal do Bank of America com profissionais que atuam na América Latina. Até então, a expectativa predominante era de que esse movimento se daria apenas em 2026.

Cinquenta e sete por cento dos entrevistados agora projetam que o mercado começará a se posicionar para as eleições presidenciais de 2026 ainda neste ano. O relatório do BofA destaca que mais de 40% dos gestores acreditam que o trade eleitoral se intensificará no quarto trimestre de 2025, enquanto menos de 10% consideram que isso já começou.

Expectativas para o Ibovespa

O otimismo em relação ao Ibovespa também cresceu. Oitenta e três por cento dos gestores projetam que o índice ultrapassará 140 mil pontos até o final de 2023, um aumento significativo em relação aos 66% que tinham essa expectativa na pesquisa anterior. O índice estava próximo de 135.300 pontos na última segunda-feira, 14 de outubro.

Os gestores demonstram confiança no desempenho do Brasil em comparação ao México, prevendo que o mercado brasileiro superará o mexicano nos próximos seis meses. Setores como financeiro, consumo discricionário e utilities são vistos como os mais promissores para alocação.

Política Monetária e Câmbio

A política monetária também influencia esse otimismo. Mais de 80% dos gestores acreditam que o Banco Central já encerrou o ciclo de aumento da taxa de juros, atualmente em 15% ao ano. Além disso, 43% esperam cortes na Selic ainda em 2023.

Em relação ao câmbio, a expectativa é de que o dólar se deprecie frente ao real, com uma taxa estimada em torno de R$ 5,45 até o final de 2025. A maioria dos gestores projeta um alívio moderado no câmbio, refletindo uma visão de um real mais estável nos próximos meses.

Cenário na América Latina

Para a América Latina, as perspectivas são mais variadas. No México, o sentimento é negativo, com nenhum gestor expressando otimismo em relação aos ativos mexicanos no curto prazo. A previsão de crescimento do PIB mexicano para 2025 é de zero a 1%. Em contrapartida, o Chile é visto como o país mais promissor da região.

A pesquisa do Bank of America ouviu 30 gestores que administram cerca de US$ 63 bilhões em ativos, refletindo uma visão mais construtiva sobre o Brasil em meio a incertezas globais.

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