- Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa em 14 de julho de 2025, devido à tensão entre os Estados Unidos e a Rússia.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou tarifas de até 100% sobre a energia russa se não houver um cessar-fogo na Ucrânia em 50 dias.
- O petróleo WTI para agosto caiu 0,77%, fechando a 66,98 dólares o barril. O Brent para setembro recuou 1,63%, a 69,21 dólares o barril.
- O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, esclareceu que a ameaça de Trump se refere a sanções econômicas, não tarifas.
- A Opep+ está monitorando a situação, pois uma possível redução nos fluxos de energia da Rússia pode gerar um déficit que exigiria intervenção da organização.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, 14, refletindo a tensão crescente entre os Estados Unidos e a Rússia. O presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas de até 100% sobre a energia russa caso não haja um cessar-fogo na Ucrânia em um prazo de 50 dias. Essa postura pode impactar significativamente os preços globais de energia, especialmente do gás natural.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto caiu 0,77%, fechando a US$ 66,98 o barril. O Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 1,63%, a US$ 69,21 o barril. Trump, em encontro com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reafirmou sua disposição de aplicar tarifas severas à Rússia e destacou o compromisso dos EUA com o apoio militar à Ucrânia.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, tentou esclarecer a ameaça de Trump, afirmando que se tratava de uma sanção econômica e não de uma tarifa no sentido técnico. Lutnick explicou que tarifas e sanções são ferramentas disponíveis para o governo americano. Segundo a Capital Economics, a implementação dessas tarifas pode resultar em um aumento acentuado nos preços globais de energia, com um impacto mais significativo no gás natural do que no petróleo.
A Opep+ está atenta a essa situação, pois uma possível queda nos fluxos de energia da Rússia pode gerar um déficit que exigiria intervenção da organização. A análise sugere que, embora isso possa causar tensões fiscais para a Rússia, o governo de Vladimir Putin pode priorizar os gastos militares em detrimento de outras áreas.
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