- A falta de mão de obra no setor turístico das Ilhas Baleares e Canárias aumentou após a reabertura pós-covid-19.
- A migração de trabalhadores para outras áreas e o aumento dos preços de habitação são os principais fatores do problema.
- Empresas como Spring Hoteles e Meliá Hotels International estão investindo na construção de moradias para seus funcionários.
- A Spring Hoteles adquiriu dois edifícios em Tenerife por 2,3 milhões de euros para criar residências.
- A escassez de mão de obra resultou em um índice de absenteísmo de 14,7% em algumas regiões, impactando a operação das empresas.
Desde a reabertura do setor turístico após a pandemia de covid-19, a falta de mão de obra se tornou um desafio significativo nas Ilhas Baleares e Canárias. O fenômeno é resultado da migração de trabalhadores para outras áreas e do aumento dos preços de habitação, que dificultam a atração de novos funcionários.
Para enfrentar essa crise, empresas como Spring Hoteles e Meliá Hotels International estão investindo na construção de moradias para seus colaboradores. A Spring Hoteles, por exemplo, adquiriu dois edifícios em Tenerife por 2,3 milhões de euros para transformar em residências para seus funcionários. O CEO da empresa, Miguel Villarroya, destacou que o modelo turístico atual, baseado em aluguel de temporada, tem exacerbado a crise habitacional, com uma oferta de apenas 300 imóveis para locação de longa duração em comparação a 11.000 para aluguel turístico.
A Meliá também está se mobilizando, com a compra de terrenos e a opção de um hostal em Menorca para construir moradias para seus empregados. O presidente da empresa, Gabriel Escarrer, afirmou que as soluções habitacionais oferecidas pelas empresas são uma resposta à falta de planejamento governamental, que não tem conseguido atender à demanda crescente por moradia.
Além disso, a escassez de mão de obra tem levado a um aumento no índice de absenteísmo no setor, que chega a 14,7% em algumas regiões, comparado à média de 5,6% nas Baleares. José María Mañaricúa, presidente da Federação de Empresários de Hosteleria e Turismo de Las Palmas, também ressaltou a gravidade da situação, que afeta diretamente a operação das empresas.
Com essas iniciativas, as empresas buscam não apenas garantir a presença de funcionários, mas também contribuir para a solução de um problema habitacional que se agrava a cada ano.
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