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Desaceleração do PIB em maio reflete tarifas americanas, aponta economista

O IBC-br registra queda de 0,74% em maio, evidenciando incertezas globais e impactos inflacionários na economia brasileira.

Dados do agro tiveram recuo de 4,25% em maio em relação a abril, segundo o IBC-br (Foto: Infoglobo)
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  • O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-br) caiu 0,74% em maio em relação a abril, superando as expectativas de crescimento de 0,1%.
  • A economista Juliana Kessler afirma que a queda reflete incertezas globais e impactos inflacionários.
  • O professor José Ronald Souza Jr., do Ibmec, destaca que a desaceleração já era visível em outros indicadores e que o crescimento no início do ano foi impulsionado pela agropecuária.
  • O IBC-br acumula alta de 4,04% nos últimos 12 meses e 3,36% no ano.
  • O próximo indicador, referente a junho, será importante para avaliar a reação do setor produtivo a esse cenário.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-br), que serve como uma prévia do PIB, apresentou uma queda de 0,74% em maio em comparação a abril, superando as expectativas do mercado, que previam um crescimento de 0,1%. Essa desaceleração é um reflexo das incertezas globais e dos impactos inflacionários, segundo a economista Juliana Kessler.

O professor José Ronald Souza Jr., do Ibmec, observa que o resultado de maio reforça a tendência de perda de ritmo da economia, que já era visível em outros indicadores. Ele destaca que o crescimento inicial do ano foi impulsionado pela agropecuária, especialmente pela boa safra de soja. No entanto, sem esse impulso, o IBC-br registrou um recuo de 4,25% de abril para maio.

Reflexos da Economia Global

Kessler também aponta que os dados de maio começam a mostrar os efeitos do tarifaço americano, anunciado em abril, que trouxe incertezas ao cenário econômico global e freou investimentos. Ela ressalta que a percepção de desconforto econômico pode estar travando a produção e os investimentos, características típicas de momentos de grande incerteza.

A economista acredita que, inicialmente, essa desaceleração pode reduzir a pressão inflacionária. Contudo, se o Brasil decidir aumentar tarifas sobre produtos importados dos EUA, isso poderia elevar os preços internamente, resultando em maior pressão inflacionária.

O IBC-br acumula uma alta de 4,04% nos últimos 12 meses até maio e avança 3,36% no ano. O próximo indicador, referente a junho, será crucial para entender como o setor produtivo está reagindo a esse cenário desafiador.

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