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Bioeconomia na Amazônia pode gerar R$ 45 bilhões para o PIB do Brasil

Estudo aponta que a bioeconomia na Amazônia pode gerar R$ 45 bilhões e criar 830 mil empregos até 2050, impulsionando a sustentabilidade.

Entre os produtos da floresta, estão alguns conhecidos e presentes nos lares brasileiros como açaí, castanha, cupuaçu, camu-camu, andiroba, copaíba e mel de abelhas nativas (Foto: Paulo Amorim/Getty Images)
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  • Um estudo do World Resources Institute (WRI) aponta que a bioeconomia na Amazônia pode adicionar R$ 45 bilhões ao PIB brasileiro e criar 830 mil empregos até 2050.
  • A pesquisa envolve os nove países amazônicos e enfatiza a importância da conservação ambiental e geração de renda para as comunidades locais.
  • A bioeconomia valoriza a biodiversidade e o conhecimento tradicional, com produtos como açaí, castanha, cupuaçu e mel de abelhas nativas.
  • A Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia foi criada e já mapeou mais de 1.500 projetos na região.
  • Um fórum da rede ocorrerá em Letícia, Colômbia, entre 15 e 17 de julho, para discutir a agenda da bioeconomia.

A Amazônia: Potencial Econômico e Sustentabilidade

Um estudo do World Resources Institute (WRI) revela que a bioeconomia na Amazônia pode contribuir com R$ 45 bilhões ao PIB brasileiro e gerar 830 mil empregos até 2050. A pesquisa, que envolve os nove países amazônicos, destaca a importância da conservação ambiental aliada à geração de renda para as comunidades locais.

A bioeconomia é um modelo que promove a valorização da biodiversidade e do conhecimento tradicional. Entre os produtos que podem ser explorados estão o açaí, a castanha, o cupuaçu e o mel de abelhas nativas. Para potencializar esse setor, foi criada a Rede Pan-Amazônica pela Bioeconomia, que já mapeou mais de 1.500 projetos na região.

Iniciativas Sustentáveis

Um exemplo de sucesso é a iniciativa Agrosolidaria Florencia, na Colômbia, que comercializa produtos agrícolas e cosméticos feitos com plantas nativas. A empresa opera a maior planta de processamento da Amazônia colombiana, equilibrando produtividade e sustentabilidade. Rachel Biderman, da Conservação Internacional, afirma que investir em cadeias sustentáveis fortalece a resiliência climática e cria oportunidades para os povos amazônicos.

Entre os dias 15 e 17 de julho, um fórum da rede ocorrerá em Letícia, na Colômbia, com o objetivo de impulsionar a agenda comum da bioeconomia. Joaquín Carrizosa, do WRI Colômbia, ressalta a necessidade de reconhecimento do modelo como um setor econômico relevante até 2035.

Desafios e Oportunidades

Apesar do potencial, o WRI aponta desafios como a falta de marcos regulatórios, investimentos em infraestrutura e capacitação técnica. Contudo, o crescente interesse de investidores internacionais e o apoio de organismos multilaterais criam um cenário favorável para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia.

Recentemente, um estudo indicou que a bioeconomia no Pará pode gerar R$ 816 milhões ao PIB estadual, destacando a necessidade de investimentos em 13 cadeias da sociobiodiversidade. A bioeconomia se apresenta, assim, não apenas como uma solução para a crise climática, mas também como uma ferramenta para promover justiça social e proteção da biodiversidade.

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