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Investidores mantêm otimismo com o Brasil apesar das tarifas de Trump

Gestores de investimentos veem resiliência no Brasil diante das tarifas dos EUA e destacam oportunidades em novos mercados.

Apostas no Brasil resistem à guerra comercial com Trump. Na foto, cidade de São Paulo — Foto: Bloomberg
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  • Gestores de investimentos estão otimistas em relação ao Brasil, prevendo que o país resistirá às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
  • A administração de Luiz Inácio Lula da Silva busca diversificar mercados e fortalecer parcerias comerciais, especialmente com a China, que é mais importante para o Brasil do que os EUA.
  • A economia brasileira, considerada relativamente fechada, depende mais das exportações para a China, o que pode ajudar a mitigar os impactos das tarifas.
  • O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou planos para abrir novos mercados no Oriente Médio e na Ásia, enquanto Lula enfatiza que o Brasil pode prosperar sem o comércio com os EUA.
  • A situação pode ser uma oportunidade para investidores de longo prazo, com a expectativa de que correções no mercado representem chances de acumular ativos brasileiros.

Gestores de investimentos mantêm otimismo em relação ao Brasil, prevendo que o país conseguirá resistir às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. A administração de Luiz Inácio Lula da Silva busca diversificar mercados e fortalecer parcerias comerciais, especialmente com a China, que é 2,5 vezes mais importante para o Brasil do que os EUA.

A economia brasileira, considerada relativamente fechada, depende mais das exportações para a China do que para os Estados Unidos, o que pode ajudar a mitigar os impactos das tarifas. Greg Lesko, da Deltec Asset Management, afirma que mesmo com as tarifas, não é o “fim do mundo”. O Brasil se destaca como uma opção atrativa em mercados emergentes, especialmente após a política “America First” de Trump, que levou investidores a reavaliar suas exposições.

O real, que sofreu uma queda inicial de quase 3% após o anúncio das tarifas, se recuperou, subindo 0,7% na sessão seguinte. O Ibovespa também demonstrou resiliência, encerrando a quinta-feira com uma queda moderada de 0,5%. Chetan Sehgal, da Franklin Templeton, destaca que a economia brasileira não é excessivamente dependente das exportações, o que a torna mais resistente a choques tarifários.

Estratégias de Diversificação

O Brasil planeja intensificar esforços para abrir novos mercados no Oriente Médio e na Ásia, conforme declarado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Lula, em entrevistas, enfatizou que o país pode prosperar sem o comércio com os EUA e que buscará novos parceiros. Ele pretende concluir negociações antes da implementação das tarifas em 1º de agosto.

Edwin Gutierrez, da Aberdeen, ressalta que as exportações para os EUA representam apenas 2% do PIB brasileiro, e a maioria das vendas é composta por commodities. O impacto das tarifas sobre os juros brasileiros deve ser limitado, permitindo ao Banco Central espaço para cortes, o que pode tornar os juros locais uma oportunidade atrativa.

Oportunidades e Desafios

A turbulência causada pelas tarifas pode beneficiar Lula, que enfrenta uma economia em desaceleração e baixa popularidade antes das eleições de 2026. O sentimento patriótico pode ser explorado, posicionando-o como defensor da soberania nacional. Thierry Larose, da Vontobel, acredita que a situação pode ser uma oportunidade para investidores de longo prazo, já que o pragmatismo deve prevalecer.

Os próximos dias podem ser desafiadores para investidores estrangeiros no Brasil, mas a expectativa é de que qualquer correção significativa represente uma chance de acumular ativos brasileiros. A resiliência do país frente a um cenário de incertezas globais continua a atrair a atenção de gestores de investimentos.

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