- O dólar teve leve alta de 0,04% em 11 de agosto, cotado a R$ 5,547.
- A moeda variou entre R$ 5,541 e R$ 5,592, refletindo a aversão ao risco no mercado.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas de 35% sobre produtos canadenses e de 50% sobre importações de cobre.
- Essas tarifas, que começam a valer em 1º de agosto, aumentam as tensões comerciais e geram incertezas no mercado brasileiro.
- O índice do dólar subiu 0,18%, enquanto o crescimento do PIB brasileiro foi revisado para 2,5% em 2023.
O dólar apresenta leve alta de 0,04% nesta sexta-feira, 11 de agosto, cotado a R$ 5,547. A moeda oscilou entre R$ 5,541 e R$ 5,592, refletindo a crescente aversão ao risco no mercado, impulsionada por novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump confirmou tarifas de 35% sobre produtos canadenses e uma alíquota de 50% sobre importações de cobre, aumentando a incerteza no mercado. Essas medidas, que começam a valer em 1º de agosto, intensificam as tensões comerciais e fomentam especulações sobre uma possível guerra comercial total. O impacto dessas decisões já é sentido no Brasil, onde o governo aguarda reações e possíveis retaliações.
Reações do Mercado
A alta do dólar também é influenciada pela recente decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, o que gerou um clima de incerteza entre os investidores. O mercado financeiro está reavaliando suas posições em ativos de risco, enquanto o índice do dólar, que mede a moeda americana frente a outras divisas, subiu 0,18%.
Além das tarifas, o cenário econômico brasileiro apresenta dados mistos. O IBGE reportou um crescimento no volume de serviços pelo quarto mês consecutivo, embora abaixo das expectativas. O Ministério da Fazenda revisou a previsão de crescimento do PIB para 2,5% em 2023, um leve aumento em relação à previsão anterior de 2,4%.
Expectativas Futuras
Analistas destacam que as incertezas fiscais e as discussões sobre o IOF contribuem para um ambiente de cautela. A valorização do petróleo e do minério de ferro trouxe um alívio momentâneo, mas a volatilidade permanece alta. O especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, ressalta que as declarações de Trump podem sinalizar o início de um conflito comercial mais amplo, o que preocupa os investidores.
O dólar à vista, utilizado em operações de curto prazo, continua a ser um indicador importante para empresas e instituições financeiras. O dólar futuro, por sua vez, reflete as expectativas do mercado sobre a economia e pode variar significativamente em função das incertezas atuais.
Entre na conversa da comunidade