- Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, afirmou que a lei de reciprocidade não exige tarifas de 50% em resposta às taxas impostas pelos EUA.
- Ele sugeriu alternativas, como a redução de tarifas e a eliminação de restrições não tarifárias.
- Barbosa criticou a falta de diálogo do governo brasileiro com os EUA, destacando a ausência de comunicação desde a eleição de Donald Trump.
- Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, defenderam uma resposta por meio de diálogo diplomático e comercial.
- Barbosa alertou sobre a necessidade de adaptação do Brasil ao novo cenário econômico global e a importância da participação das empresas brasileiras nas negociações.
Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, afirmou que a lei de reciprocidade não obriga o Brasil a impor tarifas de 50% em resposta às taxas estabelecidas pela administração de Donald Trump. Em entrevista ao programa Mercado Aberto, ele destacou que a resposta do Brasil pode incluir alternativas como a redução de tarifas para certos produtos e a eliminação de restrições não tarifárias.
Barbosa criticou a falta de diálogo do governo brasileiro com os EUA, enfatizando que a retórica deve ser técnica e não política. Ele mencionou que a inércia do governo atual é preocupante, já que não foram estabelecidos canais de comunicação diretos com a Casa Branca desde a eleição de Trump. “É inacreditável a inércia do governo brasileiro”, disse Barbosa, referindo-se à ausência de comunicação em um momento crítico.
Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, também se manifestaram, defendendo que a resposta às novas tarifas deve ser feita por meio do diálogo diplomático e comercial. Eles ressaltaram a importância de uma abordagem colaborativa para enfrentar as tensões comerciais.
Cenário Econômico
Barbosa alertou que o cenário econômico global mudou e que o Brasil precisa se adaptar a essas novas condições. Ele destacou a importância da participação das empresas brasileiras nas negociações, uma vez que muitos produtos nacionais impactam o mercado americano. O ex-embaixador acredita que as empresas dos EUA podem ser aliadas do Brasil nesse processo.
A situação atual exige uma abordagem focada na negociação comercial, com o governo brasileiro formando um grupo de trabalho que inclui empresários. Essa iniciativa é vista como um passo positivo para enfrentar as dificuldades impostas pelas tarifas americanas e buscar soluções que beneficiem ambos os países.
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