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Startups apostam no Reino Unido, mas mercado de IPOs decepciona

Mercado de capitais do Reino Unido enfrenta crise com apenas cinco IPOs em Londres no primeiro semestre de 2025, levantando £160 milhões.

O roundabout Old Street de Londres, lar de muitas empresas de tecnologia e às vezes chamado de "Silicon Roundabout." (Foto: Chris Ratcliffe | Bloomberg | Getty Images)
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  • O mercado de capitais do Reino Unido enfrenta um momento crítico, com apenas cinco empresas realizando IPO em Londres no primeiro semestre de 2025, levantando £160 milhões, o menor valor desde 1995.
  • As startups britânicas arrecadaram US$ 8 bilhões, superando França e Alemanha, consolidando o Reino Unido como o principal destino europeu para capital de risco.
  • A CEO da London Stock Exchange (LSE), Julia Hoggett, e a Confederation of British Industry (CBI) pedem reformas para revitalizar o mercado, enfatizando a necessidade de uma mentalidade de investimento.
  • A saída de empresas como Wise para os Estados Unidos e a possível transferência da AstraZeneca destacam os desafios enfrentados pela LSE.
  • Apesar do cenário desanimador, Hoggett acredita que o pipeline de listagens está crescendo, com a gigante norueguesa de software Visma planejando um IPO em Londres no próximo ano.

O mercado de capitais do Reino Unido enfrenta um momento crítico. No primeiro semestre de 2025, apenas cinco empresas realizaram IPO em Londres, levantando £160 milhões, o menor valor desde 1995. Apesar disso, as startups britânicas arrecadaram US$ 8 bilhões, superando França e Alemanha juntas, consolidando o Reino Unido como o principal destino europeu para capital de risco.

A CEO da London Stock Exchange (LSE), Julia Hoggett, e a Confederation of British Industry (CBI) pedem reformas urgentes para revitalizar o mercado. Hoggett destacou que a narrativa de risco tem predominado, em vez de enfatizar as oportunidades de investimento. Ela afirmou que o governo deve adotar uma mentalidade de investimento, pois a proteção excessiva dos investidores tem limitado o potencial de retorno.

Além disso, a saída de empresas como a Wise, que transferiu sua listagem principal para os EUA, e a possibilidade de AstraZeneca seguir o mesmo caminho, evidenciam os desafios enfrentados pela LSE. Peter Specht, da Creandum, enfatizou a necessidade de um diálogo mais robusto entre líderes do setor tecnológico e reguladores para tornar o ambiente de IPO mais atraente.

Perspectivas Futuras

Apesar do cenário desanimador, Hoggett acredita que o pipeline de listagens está crescendo. A gigante norueguesa de software Visma planeja um IPO em Londres no próximo ano. No entanto, a incerteza persiste, e muitos fundadores devem avaliar cuidadosamente onde seus interesses serão melhor atendidos ao se tornarem empresas públicas.

A CBI também sugere políticas para melhorar a liquidez e a competitividade do mercado, além de fortalecer o pipeline de IPOs. Enquanto isso, a pressão sobre o governo para abordar questões como a tributação de empresas em crescimento e o acesso ao capital para fintechs continua a aumentar.

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