- O Bitcoin (BTC) atingiu nova máxima histórica de US$ 112.500 em 10 de agosto, após anúncio de tarifas de importação de até 50% pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump.
- O Brasil foi o país mais impactado, com alíquota de 50%. Antes da alta, a criptomoeda estava em leve correção a US$ 111.500.
- Analistas indicam forte fluxo comprador, com alvos de valorização entre US$ 112.200 e US$ 114.500.
- O CEO da Boot Research, Andre Franco, afirma que as tarifas têm impacto positivo imediato no Bitcoin, enquanto Murilo Cortina, da QR Asset Management, destaca a quebra da resistência em US$ 110 mil.
- As altcoins também apresentaram alta, com Ethereum (ETH) subindo 6,35%, cotado a US$ 2.783, e Solana (SOL) e XRP subindo 3% e 3,53%, respectivamente.
O Bitcoin (BTC) alcançou uma nova máxima histórica de US$ 112.500 nesta quinta-feira, 10 de agosto, impulsionado pelo anúncio de tarifas de importação de até 50% feitas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. O Brasil foi o país mais afetado, recebendo a maior alíquota. Antes dessa alta, a criptomoeda estava em leve correção, cotada a US$ 111.500, enquanto os mercados de ações dos EUA enfrentavam um cenário de baixa.
Analistas destacam que o forte fluxo comprador sugere a continuidade da tendência de alta. A analista técnica Ana de Mattos, da Ripio, afirmou que os próximos alvos de valorização estão entre US$ 112.200 e US$ 114.500. No entanto, ela alerta que um fluxo vendedor pode levar a correções, com suportes em US$ 106.700 e US$ 101.475.
O CEO da Boot Research, Andre Franco, considera que o impacto imediato das tarifas é positivo para o Bitcoin. Ele observa que a liquidez e a resiliência do mercado, mesmo diante das tensões tarifárias, renovaram o apetite por risco. Murilo Cortina, da QR Asset Management, complementa que a quebra da resistência em US$ 110 mil demonstra uma força compradora significativa.
Desdobramentos das Tarifas
A nova política tarifária de Trump também levanta preocupações sobre possíveis desdobramentos, especialmente em relação à China e à União Europeia. A China, que inicialmente enfrentou tarifas superiores a 100%, está em negociações com os EUA e alertou sobre possíveis retaliações. Outros países, como Japão e Coreia do Sul, também foram incluídos nas tarifas.
Para o Brasil, as tarifas representam um aumento significativo nos custos de produtos, afetando setores como petróleo, aeronaves e carnes. O especialista em gestão tributária Humberto Aillon ressalta que a situação pode impactar fortemente as ações das empresas afetadas.
As altcoins também seguem a tendência de alta. O Ethereum (ETH) subiu 6,35%, cotado a US$ 2.783, enquanto a Solana (SOL) e o XRP registraram altas de 3% e 3,53%, respectivamente. O cenário permanece favorável para o Bitcoin, que continua liderando os ganhos entre as criptomoedas.
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