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Spic adia investimentos devido à incerteza no setor elétrico da China

SPIC enfrenta obstáculos para expandir operações no Brasil devido à incerteza regulatória, limitando investimentos e projetos.

Parque eólico da Spic no Brasil; empresa é uma das maiores do mundo na área de energia (Foto: Divulgação/Spic - 20/10/2022)
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  • A SPIC, uma das maiores empresas de energia do mundo, enfrenta dificuldades para expandir suas operações no Brasil.
  • A presidente da empresa, Adriana Waltrick, informou que apenas um projeto está em andamento: um parque eólico de 105 megawatts (MW) no Rio Grande do Norte, com previsão de operação em 2026.
  • A falta de clareza nas regras do setor elétrico brasileiro impede novos investimentos, com cortes de geração que podem chegar a 60%.
  • O leilão para contratação de potência, essencial para a confiabilidade do sistema elétrico, foi cancelado devido a disputas judiciais.
  • Adriana criticou a morosidade do governo em resolver problemas regulatórios e expressou preocupação com a Medida Provisória nº 1.300/2025, que contém mais de 600 emendas.

A SPIC, uma das maiores empresas de energia do mundo, enfrenta desafios significativos para expandir suas operações no Brasil. A presidente da companhia, Adriana Waltrick, revelou que, atualmente, a empresa está focada apenas na construção de um parque eólico de 105 megawatts (MW) no Rio Grande do Norte, previsto para entrar em operação em 2026. A falta de clareza nas regras do setor elétrico brasileiro tem travado outros projetos.

Desde sua fundação em 2015, a SPIC tem investido em diversas fontes de energia no Brasil, incluindo hidrelétricas e energia solar. No entanto, Adriana destaca que a incerteza regulatória impede novos investimentos. “O setor precisa de atenção e governança, antes que investidores se sintam desestimulados a priorizar o Brasil”, afirma a executiva.

A construção do parque eólico, que requer um investimento de R$ 750 milhões, foi viabilizada por uma parceria com a fabricante de turbinas Goldwind, que recentemente inaugurou uma fábrica na Bahia. A tecnologia utilizada inclui turbinas de 6,2 MW, que representam um avanço significativo na capacidade de geração.

Desafios do Setor Elétrico

Adriana Waltrick aponta que os cortes de geração no Brasil, que podem chegar a 60%, dificultam a modelagem e a quantificação de riscos para novos projetos. A média de cortes no país é de 30%, em contraste com os 5% observados globalmente. Essa situação, somada à falta de transparência sobre ressarcimentos, pode levar a uma crise no setor.

A presidente critica a morosidade do governo em apresentar soluções para os problemas regulatórios. Embora uma proposta tenha sido prometida até março de 2025, até agora não houve avanços. “Isso reduz nossa credibilidade enquanto destino”, ressalta.

Outro ponto de preocupação é a demora na realização de um leilão para a contratação de potência, essencial para garantir a confiabilidade do sistema elétrico. O leilão, inicialmente agendado para junho de 2025, foi cancelado devido a disputas judiciais.

Adriana também expressou apreensão em relação à Medida Provisória nº 1.300/2025, que propõe mudanças na regulação do setor. Apesar de reconhecer a importância da MP, critica o número excessivo de emendas, que ultrapassa 600. “O planejamento deixou de ser feito pela EPE e passou a ser uma questão do Congresso, o que compromete a eficiência necessária para o setor”, conclui.

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