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Demissão do presidente dos Correios deve ser decidida na próxima semana

Correios enfrentam crise financeira e buscam reestruturação após demissão de presidente; nova liderança promete medidas de economia.

Fabiano Silva, indicado do PT à presidência dos Correios. (Foto: Prerrogativas/Divulgação)
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  • O presidente dos Correios, Fabiano Silva, pediu demissão na última sexta-feira, 4, e está em licença médica.
  • A diretora de Governança, Juliana Agatte, assume interinamente a liderança da estatal.
  • A oficialização da demissão de Silva depende de uma reunião com o presidente Lula, que deve ocorrer em breve.
  • Os Correios enfrentam uma crise financeira, com prejuízo de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre de 2023 e R$ 2,6 bilhões no ano passado.
  • A empresa planeja economizar R$ 1,5 bilhão até 2025, com um Plano de Desligamento Voluntário e financiamento de R$ 3,8 bilhões do Novo Banco de Desenvolvimento.

O presidente dos Correios, Fabiano Silva, pediu demissão na última sexta-feira, 4, e está em licença médica. A diretora de Governança, Juliana Agatte, assume interinamente a liderança da estatal. A oficialização da saída de Silva depende de uma reunião com o presidente Lula, que deve ocorrer em breve, mas não nesta semana.

A demissão de Silva ocorre em um contexto de crise financeira severa. Os Correios registraram um prejuízo de R$ 1,7 bilhão no primeiro trimestre deste ano, o pior resultado desde o início da série histórica em 2017. No ano passado, a empresa acumulou um rombo de R$ 2,6 bilhões. A pressão por resultados positivos levou Silva a entregar sua carta de demissão ao chefe do gabinete de Lula durante a Cúpula dos Brics, no Rio de Janeiro.

Medidas para a Crise

Para enfrentar a crise, a empresa se comprometeu a economizar R$ 1,5 bilhão até 2025. Uma das estratégias é o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que visa cortar R$ 1 bilhão anualmente. Além disso, os Correios esperam obter um financiamento de R$ 3,8 bilhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff.

A situação atual dos Correios reflete a necessidade urgente de reestruturação e medidas eficazes para reverter os prejuízos. A expectativa é que a nova liderança interina possa implementar ações que ajudem a estabilizar a empresa em um cenário desafiador.

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