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Preços ao produtor na China caem 3,6% em junho, maior queda em quase dois anos

A deflação na China pressiona lucros e demanda, levando o governo a prometer regulação na competição de preços entre empresas.

Clientes fazem compras em um supermercado na cidade de Qingzhou, na província de Shandong, leste da China, em 9 de agosto de 2023. (Foto: Costfoto | Nurphoto | Getty Images)
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  • A economia chinesa enfrenta desafios, com preços ao produtor caindo 3,6% em junho, a maior queda em quase dois anos.
  • A deflação persiste desde setembro de 2022, impactando a rentabilidade das empresas e a demanda do consumidor.
  • O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve um leve aumento de 0,1% em junho, após quatro meses de queda.
  • O governo chinês, liderado por Xi Jinping, criticou a intensa competição de preços entre empresas e prometeu regular essa prática.
  • Especialistas alertam que, sem estímulos políticos, a economia pode continuar em um ciclo deflacionário, com lucros das empresas caindo 9,1% em maio.

A economia chinesa enfrenta um cenário desafiador, com preços ao produtor caindo 3,6% em junho, a maior queda em quase dois anos. Essa deflação, que se estende desde setembro de 2022, reflete uma guerra de preços que impacta a rentabilidade das empresas em meio a uma demanda do consumidor em declínio.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram um leve aumento de 0,1% em junho, indicando possíveis sinais de recuperação após quatro meses consecutivos de queda. O núcleo do IPC, que exclui alimentos e energia, subiu 0,7%, a maior alta em 14 meses. Economistas esperavam uma estabilidade nos preços, mas a realidade superou as expectativas, com a deflação nos preços ao produtor sendo mais acentuada do que a previsão de 3,2%.

Críticas e Regulações

Durante uma reunião de política econômica presidida por Xi Jinping, o governo chinês criticou a intensa competição de preços entre empresas, que não tem conseguido atrair consumidores e, ao mesmo tempo, prejudica a lucratividade. O governo prometeu regular essa prática, buscando incentivar melhorias na qualidade dos produtos e a eliminação gradual de capacidades produtivas obsoletas.

As empresas industriais também enfrentam dificuldades, com lucros caindo 9,1% em maio em relação ao ano anterior, a maior queda desde outubro de 2022. Especialistas alertam que, sem um estímulo político robusto, a economia pode continuar presa em um ciclo deflacionário. Larry Hu, economista-chefe da Macquarie, destacou que a recuperação das exportações tem diminuído a urgência do governo em estimular o consumo interno.

Expectativas Futuras

O cenário atual levanta preocupações sobre a capacidade da China de reverter essa tendência deflacionária. A pressão sobre os lucros das empresas e a necessidade de ajustes nas políticas econômicas são temas centrais nas discussões entre os formuladores de políticas. A expectativa é que, caso as exportações não apresentem uma recuperação significativa, o governo possa ser forçado a adotar medidas mais incisivas para estimular a economia.

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