- A agência Africa Creative apresentou uma campanha da Brahma no festival de Cannes, que gerou polêmica por dados imprecisos.
- A ação prometia pagar parte do aluguel de apartamentos durante o Carnaval e venceu o Leão de Ouro na categoria Brand Experience & Activation Lions.
- No videocase, a agência afirmou que custeou 50% do aluguel em cinco cidades, mas investigações mostraram que em Salvador as faixas foram colocadas em menos de 30 apartamentos.
- A empresa Housi, responsável pela locação, afirmou que não teve relação com a execução da campanha, e a Africa admitiu erros na divulgação dos dados.
- A Ambev destacou que a responsabilidade pelas informações era da agência, em meio a um contexto de crescente escrutínio sobre a veracidade das campanhas publicitárias.
A agência Africa Creative apresentou uma campanha da Brahma no festival de Cannes, que gerou polêmica após a divulgação de dados imprecisos. A ação, que prometia pagar parte do aluguel de apartamentos durante o Carnaval, foi considerada exagerada em sua abrangência.
No videocase exibido em Cannes, a Africa afirmou que a Brahma custeou 50% do aluguel de imóveis em cinco cidades, incluindo Salvador e São Paulo. A campanha, que venceu o Leão de Ouro na categoria Brand Experience & Activation Lions, alegou ter instalado mais de 2.350 anúncios. Contudo, investigações revelaram que em Salvador, as faixas foram colocadas em menos de 30 apartamentos, com valores muito inferiores aos apresentados.
A Housi, empresa responsável pela locação, esclareceu que não teve relação com a execução da campanha e que a Africa Creative foi a responsável pela divulgação dos dados. Em resposta, a Africa admitiu os erros na apuração das informações e se comprometeu a revisar seus processos internos. A Ambev, por sua vez, destacou que a responsabilidade pelos dados apresentados era da agência.
Este incidente ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre a veracidade das campanhas publicitárias, especialmente após outro escândalo no festival, onde a agência DM9 teve que devolver um prêmio por informações manipuladas. A situação levanta questões sobre a autenticidade das campanhas e a pressão por reconhecimento em eventos de prestígio.
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