- A América Latina e o Caribe são altamente vulneráveis às mudanças climáticas, ocupando o segundo lugar global em risco, atrás apenas da África.
- Um novo índice classifica 188 países com base em vulnerabilidade climática, dívida e governança, destacando Venezuela e Haiti como os mais ameaçados.
- O índice foi desenvolvido pelo Centro Nacional de Preparação para Desastres da Universidade de Columbia, em parceria com o Centro de Política Energética Global e a Fundação Rockefeller.
- Oito países da região estão na “zona de alto risco”, totalizando cerca de 105 milhões de pessoas. Além de Venezuela e Haiti, a lista inclui Belize, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras e Bolívia.
- Apenas treze países da região têm risco baixo a médio no cenário otimista de 2050, com Guiana se destacando na classificação.
A América Latina e o Caribe enfrentam uma grave vulnerabilidade às mudanças climáticas, ocupando o segundo lugar global, atrás apenas da África. Essa situação é agravada por fatores como dívidas elevadas e governança fraca. Um novo índice, desenvolvido por instituições de pesquisa, classifica 188 países com base em vulnerabilidade climática, dívida e governança, revelando que Venezuela e Haiti estão entre os mais ameaçados.
O índice, criado pelo Centro Nacional de Preparação para Desastres da Universidade de Columbia, em parceria com o Centro de Política Energética Global e a Fundação Rockefeller, analisa a situação de países em relação a três variáveis principais. Oito países da região estão na chamada “zona de alto risco”, representando cerca de 105 milhões de pessoas. Além de Venezuela e Haiti, estão na lista Belize, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras e Bolívia.
Os dados foram coletados a partir de informações sobre riscos climáticos, insegurança financeira e indicadores de governança. O índice apresenta cenários pessimistas e otimistas para 2050 e 2080, com o objetivo de direcionar investimentos para soluções climáticas. Apenas 13 países na região têm risco baixo a médio no cenário otimista de 2050, com Guiana se destacando como o 22º país com melhor classificação.
A análise mostra que, enquanto países como Venezuela e Haiti enfrentam alta vulnerabilidade financeira, com pontuações de 100 e 78, respectivamente, o Chile tem uma pontuação de apenas 41. O acesso a recursos financeiros é crucial para a adaptação às mudanças climáticas, e a falta de capital mantém esses países em ciclos de desastre e recuperação.
Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, realizada em Sevilha, na Espanha, o índice foi apresentado como uma ferramenta para repensar o sistema financeiro atual, que muitas vezes não atende às necessidades da crise ambiental. A vice-presidente da Fundação Rockefeller para a América Latina e o Caribe, Lyana Latorre, destacou que o financiamento climático deve ser baseado em doações, em vez de empréstimos, para ajudar os países mais vulneráveis a se recuperarem e se adaptarem.
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