- O Grupo Oi protocolou uma proposta de aditamento ao seu plano de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
- A proposta visa garantir liquidez e reestruturar pagamentos a credores trabalhistas e quirografários.
- A empresa enfrenta uma dívida líquida de R$ 9,8 bilhões e uma posição de caixa de R$ 1,4 bilhão.
- O CEO da Oi, Marcelo Milliet, informou que a venda da unidade de fibra para a V.tal gerou R$ 2 bilhões a menos do que o esperado.
- A proposta inclui a suspensão das obrigações do plano atual e proteção contra pedidos de falência por 180 dias.
O Grupo Oi (OIBR3) protocolou na noite de segunda-feira uma proposta de aditamento ao seu plano de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A iniciativa visa garantir liquidez e reestruturar os pagamentos a credores trabalhistas e quirografários, em meio a pressões financeiras.
A proposta inclui um pedido de tutela de urgência para evitar ações de falência durante o processo. Desde sua recuperação judicial em maio de 2024, a Oi enfrenta dificuldades financeiras, com uma dívida líquida de R$ 9,8 bilhões e uma posição de caixa de apenas R$ 1,4 bilhão. O aditamento busca facilitar o cumprimento das obrigações financeiras, especialmente com credores.
O CEO da Oi, Marcelo Milliet, destacou que a empresa ficou R$ 2 bilhões abaixo do esperado com a venda da unidade de fibra para a V.tal, o que impactou negativamente suas finanças. A venda, que deveria trazer receitas líquidas, não resultou na entrada imediata de recursos, aumentando a pressão sobre o caixa.
Medidas Propostas
A proposta de aditamento prevê a suspensão das obrigações do plano atual e proteção contra pedidos de falência por um período de 180 dias. A Oi também busca evitar penalidades automáticas que poderiam resultar da apresentação do aditamento.
Além disso, a empresa está considerando a venda de parte de seus 7 mil imóveis, avaliados em R$ 4 bilhões, como parte de sua estratégia para reduzir passivos. A Oi enfrenta desafios adicionais, incluindo passivos trabalhistas que totalizam quase R$ 810 milhões e custos extras de R$ 510 milhões devido a atrasos da Anatel na migração para um novo regime.
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