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Investidores descobrem como lucrar em uma das regiões mais promissoras do mundo

A América Latina se destaca em 2025 com crescimento robusto, impulsionado por reservas cambiais e um dólar mais fraco, atraindo investidores.

Foto: Reprodução
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  • O ETF iShares Latin America 40 (ILF) teve alta superior a 25% no primeiro semestre de 2025, superando o crescimento de 5% do S&P 500.
  • Os mercados da América Latina se beneficiam de reservas cambiais crescentes, avaliações baixas e um dólar mais fraco.
  • As expectativas de crescimento dos lucros corporativos na região são de 15% para este ano.
  • O índice Bovespa do Brasil subiu 15%, enquanto o ETF EWZ aumentou 27%. Outros índices, como o S&P/BMV IPC do México e o S&P/CLX IPSA do Chile, cresceram 14% e 22%, respectivamente.
  • O índice Bovespa está avaliado em 8,4 vezes os lucros futuros, abaixo da média histórica de 10,7, tornando a região atraente para investidores.

As ações na América Latina têm mostrado um desempenho notável em 2025, com o ETF iShares Latin America 40 (ILF) registrando uma alta superior a 25% no primeiro semestre, superando o crescimento de 5% do S&P 500. Esse cenário reflete uma resiliência da região, mesmo diante de tensões comerciais globais.

Os mercados latino-americanos se beneficiam de reservas cambiais crescentes, avaliações historicamente baixas e um dólar mais fraco. As expectativas de crescimento de lucros corporativos na região são de 15% para este ano. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mario Mesquita, destacou que as economias da América Latina se tornaram mais estáveis nos últimos anos, com reservas de moeda e ouro atuando como amortecedores em tempos de crise.

Entre os destaques, o índice Bovespa do Brasil subiu 15%, enquanto o ETF EWZ teve um aumento de 27% até o final de junho. Outros índices também apresentaram resultados positivos: o S&P/BMV IPC do México cresceu 14%, e o S&P/CLX IPSA do Chile subiu 22%. Esses números indicam um ambiente favorável para investimentos na região.

Valorações e Expectativas

Os mercados latino-americanos estão sendo negociados a preços atrativos. O índice Bovespa, por exemplo, está avaliado em 8,4 vezes os lucros futuros, abaixo da média histórica de 10,7. O S&P/BMV do México apresenta múltiplos de 13, também abaixo da média de 14,2. Essa situação torna a região atraente para investidores que buscam oportunidades de crescimento.

A desvalorização do dólar, que caiu 10,6% no ano, também favorece os mercados latino-americanos. Isso torna mais acessível o financiamento de dívidas em dólares e aumenta o poder de compra de consumidores de outros países. A pressão sobre a moeda americana pode beneficiar ainda mais a América Latina, especialmente o Brasil, que está se posicionando como um centro de comércio com a China em moedas locais.

Investidores dos EUA podem acessar esses mercados por meio de ETFs, como EWZ e EWW, que têm taxas de administração variando de 0,50% a 0,62%. Além disso, ações individuais, como a MercadoLibre, são recomendadas para quem busca exposição direta. O cenário é otimista, com a expectativa de que os juros na região possam ser reduzidos nos próximos meses, impulsionando ainda mais os lucros corporativos.

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