- A Escola de Herrería Lesbiana, fundada em 2018 em Buenos Aires, se tornou uma cooperativa de trabalho com mais de 100.000 seguidores no Instagram.
- Atualmente, a escola oferece cursos para 45 alunos e enfrenta desafios como o aumento do aluguel e a busca por novos espaços.
- O projeto surgiu em um contexto de crise econômica, com o fundador Iván Szarykalo compartilhando conhecimentos de herreria e soldagem em um ambiente inclusivo.
- Durante a pandemia, a escola expandiu suas atividades online, atraindo uma diversidade de alunos e promovendo a inclusão em ofícios tradicionalmente masculinos.
- A cooperativa busca expandir suas atividades para incluir outros ofícios, como carpintaria e cerâmica, mantendo um ambiente acolhedor e produtivo.
Transformação e Desafios da Escola de Herrería Lesbiana
A Escola de Herrería Lesbiana, fundada em 2018 em Buenos Aires, evoluiu de um espaço de aprendizado para uma cooperativa de trabalho com mais de 100.000 seguidores no Instagram. Atualmente, a escola enfrenta desafios como o aumento do aluguel e a busca por novos locais, mas continua a oferecer cursos para 45 alunos.
O projeto nasceu em um contexto de crise econômica, onde a devaluação do peso e o aumento do desemprego afetavam a comunidade LGBTQ+. O fundador, Iván Szarykalo, começou a compartilhar seus conhecimentos de herreria e soldagem com amigas, criando um ambiente inclusivo. A escolha do nome gerou questionamentos, mas Szarykalo defende que a designação ajuda a filtrar o público, atraindo aqueles que respeitam o espaço.
Inclusão e Formação
Durante a pandemia, a escola viu um crescimento significativo nas interações online, com aulas e eventos transmitidos ao vivo. A diversidade de alunos é notável, incluindo pessoas de diferentes identidades de gênero. Eugenia Pignataro, arquiteta e designer, destaca que o aprendizado vai além da técnica, permitindo que os alunos processem emoções e desenvolvam habilidades criativas.
Micael Cagnolo, que cresceu em uma família de carpinteiros, relata como a escola o ajudou a superar barreiras de gênero e a se sentir capacitado para aprender ofícios tradicionalmente masculinos. Ele enfatiza a importância de espaços que promovem a inclusão e a quebra de estigmas.
Impacto Social
A Escola de Herrería Lesbiana não apenas ensina ofícios, mas também atua como um suporte para uma comunidade que enfrenta altas taxas de desemprego. Dados de um recente levantamento indicam que a desocupação entre feminidades e pessoas não-binárias é significativamente maior do que a média nacional. Manu Riveiro, docente da Universidade de Buenos Aires, ressalta a importância da formação em ofícios como uma alternativa viável para a inclusão laboral.
Apesar dos desafios financeiros, a cooperativa mantém um ambiente acolhedor e produtivo. Os membros estão otimistas quanto ao futuro e buscam expandir suas atividades para incluir outros ofícios, como carpintaria e cerâmica. A visão é que a escola seja reconhecida não apenas por sua abordagem inclusiva, mas também pela qualidade do ensino oferecido.
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