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Voa Brasil atinge apenas 1,37% da meta de passagens aéreas do governo

Programa Voa Brasil registra apenas 41 mil passagens vendidas, com adesão limitada por dificuldades de acesso e renda dos aposentados.

Aeroporto de Congonhas, em São Paulo: Voa Brasil não emplacou (Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo)
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O programa Voa Brasil, que oferece passagens aéreas baratas para aposentados do INSS, está com dificuldades. Desde que começou em julho de 2024, apenas 41.165 passagens foram vendidas, o que é apenas 1,37% da meta de 3 milhões. As vendas caíram 17% de abril a maio. A aposentada Maria Aparecida Albernaz comentou que prefere usar pontos para comprar passagens, pois o Voa Brasil tem disponibilidade limitada, especialmente em feriados. As vendas de passagens caíram de 5.308 em janeiro para 2.604 em maio, com a Gol vendendo apenas dez passagens no último mês por problemas técnicos. A Latam é a companhia que mais vendeu, com 42,6% do total. O programa depende das companhias aéreas, que oferecem apenas assentos ociosos, e a renda dos aposentados, com quase 70% recebendo um salário mínimo, também é um problema. O Ministério de Portos e Aeroportos acredita que o programa ajuda pessoas de baixa renda, mas ele é restrito a aposentados e não inclui pensionistas. Há planos de incluir alunos do Prouni, mas isso ainda não aconteceu. Um advogado destacou que o programa tem problemas de concepção, como tarifas adicionais que não são incluídas no preço do bilhete e dificuldades de acesso para os idosos. Apesar dos desafios, a Azul vê o programa como positivo para democratizar o transporte aéreo no Brasil.

O programa Voa Brasil, destinado a oferecer passagens aéreas a preços reduzidos para aposentados do INSS, enfrenta sérias dificuldades. Desde seu lançamento em julho de 2024, apenas 41.165 passagens foram vendidas, o que representa apenas 1,37% da meta de 3 milhões de bilhetes. A adesão ao programa tem sido baixa, com uma queda de 17% nas vendas de abril a maio.

A aposentada Maria Aparecida Albernaz, que costuma viajar com a família, relata que o programa não atende suas necessidades. Ela afirma que a família prefere comprar passagens com pontos, que se tornam muito mais baratas. “As passagens do Voa Brasil dependem da disponibilidade, o que dificulta”, disse. As viagens, geralmente realizadas em feriados, coincidem com a escassez de voos disponíveis pelo programa.

Desempenho das Companhias

Os dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que a venda de bilhetes caiu de 5.308 em janeiro para apenas 2.604 em maio. A Gol, por exemplo, vendeu apenas dez passagens no último mês devido a problemas técnicos. A Latam lidera as vendas, com 42,6% do total, seguida pela Gol e Azul.

O programa depende da oferta de passagens pelas companhias aéreas, que frequentemente disponibilizam apenas assentos ociosos. Desde a criação da Anac, as empresas definem preços e destinos, o que limita a eficácia do Voa Brasil. Além disso, a renda dos aposentados é um fator crítico, com quase 70% recebendo um salário mínimo.

Perspectivas e Desafios

O Ministério de Portos e Aeroportos considera que o Voa Brasil cumpre uma função social, facilitando o acesso ao transporte aéreo para pessoas de baixa renda. O programa é restrito a aposentados do INSS e não inclui pensionistas. Há planos para expandir a iniciativa a alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni), mas essa promessa ainda não foi concretizada.

André Soutelino, advogado, destaca que o programa enfrenta problemas de concepção. “O preço do bilhete não abrange tarifas adicionais e o acesso é complicado para os idosos”, afirmou. Apesar das dificuldades, a Azul considera o programa positivo, alinhando-se ao compromisso de democratizar o transporte aéreo no Brasil.

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