Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Startup usa 700 engenheiros indianos para simular IA e aumentar vendas fraudulentas

Builder.ai entra em insolvência após fraudes contábeis e uso de engenheiros para codificação manual, levantando investigações nos EUA.

Homem indiano usando computador (Foto: Freepik)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Builder.ai, startup britânica fundada em 2015, entrou em insolvência após revelações sobre o uso de 700 engenheiros na Índia para codificação manual, disfarçada como automação.
  • A empresa captou mais de US$ 445 milhões de investidores, incluindo a Microsoft, prometendo uma plataforma automatizada para desenvolvimento de aplicativos.
  • A operação contava com uma assistente virtual chamada Natasha, que supostamente montava aplicativos de forma intuitiva, mas as solicitações eram repassadas para a equipe na Índia.
  • Além disso, a Builder.ai se envolveu em um esquema contábil com a startup indiana VerSe Innovation, inflando receitas em até 300% para atrair investidores.
  • As autoridades americanas iniciaram investigações e a empresa reconheceu inconsistências nas vendas históricas, mas não detalhou a magnitude das irregularidades.

A Builder.ai, startup britânica fundada em 2015, entrou em insolvência após ser revelado que utilizava 700 engenheiros na Índia para codificação manual, disfarçando essa prática como automação. A empresa, que captou mais de US$ 445 milhões de investidores, incluindo a Microsoft, prometia uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos automatizada.

A operação da Builder.ai envolvia uma assistente virtual chamada Natasha, que supostamente montava aplicativos de forma intuitiva. No entanto, as solicitações dos clientes eram repassadas para uma equipe na Índia, que realizava o trabalho manualmente. Essa prática foi exposta por denúncias e análises de especialistas, além de documentos internos vazados.

Além da falsa automação, a empresa se envolveu em um esquema contábil conhecido como “round-tripping” com a startup indiana VerSe Innovation. Entre 2021 e 2024, as duas empresas trocaram faturas de valores similares, inflando suas receitas em até 300% para atrair investidores. A credora Viola Credit congelou US$ 37 milhões da Builder.ai após a empresa não honrar dívidas, levando ao processo formal de insolvência no Reino Unido.

As autoridades americanas iniciaram investigações e emitiram intimações para que a Builder.ai apresente documentos financeiros detalhados. A empresa reconheceu inconsistências nas vendas históricas, mas não especificou a magnitude das irregularidades. O caso da Builder.ai reflete uma tendência crescente de empresas que prometem automação total, mas dependem fortemente de trabalho manual remoto, enfrentando limitações operacionais e financeiras.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais