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Maternidade em queda gera novos desafios sociais e econômicos para o Brasil

Queda da taxa de fecundidade no Brasil gera preocupações sobre o sistema previdenciário e aumento dos gastos com saúde até 2050.

Mãe amamenta filho recém-nascido em hospital de Juazeiro (BA) (Foto: Rafaela Araújo/Folhapress)
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  • A taxa de fecundidade no Brasil caiu de 6,28 filhos por mulher em 1960 para 1,55 em 2022.
  • O acesso das mulheres à educação e ao mercado de trabalho é um dos fatores dessa redução.
  • Dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a taxa está abaixo do nível de reposição de 2,1 filhos por mulher.
  • A média de idade das mães aumentou de 26,3 anos em 2000 para 28,1 anos em 2022.
  • A diminuição da fecundidade traz desafios ao sistema previdenciário, com aumento previsto nos gastos com aposentadorias e saúde.

A queda da taxa de fecundidade no Brasil, que passou de 6,28 filhos por mulher em 1960 para 1,55 em 2022, reflete o avanço das mulheres em educação e no mercado de trabalho. Contudo, essa mudança traz desafios significativos, especialmente no que diz respeito ao sistema previdenciário.

Os dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a taxa de fecundidade brasileira está abaixo do nível de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. A média de idade das mães também aumentou, passando de 26,3 anos em 2000 para 28,1 anos em 2022. Além disso, a porcentagem de mulheres entre 50 e 59 anos sem filhos subiu de 10% em 2000 para 16,1% em 2022.

Desafios Econômicos

Essa redução na fecundidade, embora positiva em termos de empoderamento feminino, gera preocupações econômicas. O Brasil não aproveitou a janela de oportunidade do bônus demográfico, que poderia ter impulsionado o desenvolvimento. Estima-se que, até 2064, o índice global de mortalidade superará o de natalidade, resultando em uma diminuição da população economicamente ativa.

Os gastos com aposentadorias e saúde estão projetados para aumentar, com os pagamentos do INSS subindo de 8% em 2024 para 10% até 2050. Essa situação exige ajustes no sistema previdenciário, incluindo novas formas de contribuição e a revisão das normas de imigração.

Necessidade de Reformas

Para enfrentar esses desafios, é crucial fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente para a população idosa. Além disso, é necessário repensar as políticas de trabalho e contribuição, garantindo a sustentabilidade das contas públicas. As questões demográficas deixaram de ser um problema futuro e se tornaram uma realidade urgente a ser tratada.

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