Os governos do Nordeste estão investindo em energia solar, aproveitando o clima do semiárido. Em 2024, a região teve um crescimento de 4% no PIB, acima da média nacional de 3,8%. Na Bahia, foi lançado o Programa de Transição Energética, que pretende atingir 27 GW de fontes renováveis até 2030. O estado já tem 2,4 mil MW de energia solar instalada e 79 usinas em funcionamento. Pernambuco está facilitando o licenciamento para novos projetos, permitindo usinas menores sem licenciamento ambiental e simplificando o processo para usinas maiores. O estado possui 67 usinas de geração centralizada e planeja aumentar sua capacidade de 2,5 GW para 4,1 GW. No Rio Grande do Norte, a geração solar centralizada é de 1,39 GW, mas enfrenta problemas de transmissão. Apesar disso, o estado tem 55 usinas em operação e 217 autorizadas. Os governos da região veem a energia solar como uma chance de crescimento econômico e sustentabilidade, atraindo investidores que buscam fontes de energia limpa.
Os governos do Nordeste estão intensificando esforços para atrair investimentos em energia solar, aproveitando as condições climáticas favoráveis do semiárido. Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) da região cresceu 4%, superando a média nacional de 3,8%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
Na Bahia, o governo lançou o Programa de Transição Energética (Protener), que visa alcançar 27 GW de fontes renováveis até 2030. O estado lidera a geração centralizada solar no Nordeste, com 2,4 mil MW de potência instalada e R$ 10,6 bilhões em investimentos desde 2012. Além disso, a Bahia conta com 79 usinas em operação e 171 mil unidades consumidoras.
Avanços em Pernambuco e Rio Grande do Norte
Pernambuco, que ocupa o quarto lugar em potência instalada, está simplificando o licenciamento para novos projetos. O estado não exige licenciamento ambiental para usinas de geração distribuída de até 0,5 MW e prevê uma licença única simplificada para usinas de até cinco hectares. Atualmente, Pernambuco possui 67 usinas de geração centralizada e mais de 124 mil unidades de geração distribuída, totalizando 2,5 GW de potência, com planos de expansão para 4,1 GW.
No Rio Grande do Norte, a geração solar centralizada alcança 1,39 GW, mas enfrenta desafios devido à baixa capacidade de transmissão. O estado, que possui 55 usinas em operação e 217 já autorizadas, é o mais afetado por cortes na geração solar. Hugo Fonseca, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, destaca os riscos ao cronograma de novas operações.
Oportunidades e Desafios
Os governos da região estão focados em tornar a transição energética uma oportunidade econômica e ambiental. Guilherme Sá, secretário-executivo de energia de Pernambuco, ressalta que ter uma fonte limpa é um atrativo para investidores que buscam descarbonizar suas operações. A energia solar, portanto, não apenas contribui para o crescimento econômico, mas também posiciona o Nordeste como um polo de sustentabilidade no Brasil.
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