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FIIs apresentam altas de até 53% no primeiro semestre; confira os destaques do período

O IFIX registra alta de 11% no primeiro semestre de 2025, impulsionado pela valorização de fundos e expectativas de estabilização da Selic.

Foto: Reprodução
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  • O mercado de fundos imobiliários teve um desempenho positivo no primeiro semestre de 2025, com o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) subindo 11%.
  • O fundo BLMG11 se destacou com uma valorização de 54,82%, seguido por HCTR11 com 44,26% e SARE11 com 30,87%.
  • A valorização é atribuída a fatores como a proposta de aquisição do SARE11 pelo BTLG11, que apresentava um desconto de 65% sobre o valor patrimonial.
  • A expectativa de estabilização da taxa Selic em torno de 15% pode beneficiar fundos de crédito, enquanto fundos de tijolo dependem de um cenário fiscal favorável.
  • Apesar do otimismo, instituições financeiras projetam uma Selic elevada por um período prolongado, o que pode dificultar a competição com ativos de renda fixa.

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) apresentou um desempenho positivo no primeiro semestre de 2025, com o IFIX, principal índice do setor, registrando uma alta de 11%. Este resultado é um alívio em relação ao final de 2024, quando o mercado enfrentou desafios significativos e fundos eram negociados a descontos elevados.

Entre os fundos que se destacaram, BLMG11 teve uma valorização de 54,82%, seguido por HCTR11 com 44,26% e SARE11 com 30,87%. Sylvio Martins, analista da Arton Advisors, explica que a valorização não se deve apenas a uma correção de preços, mas também a fatores específicos, como a proposta de aquisição do SARE11 pelo BTLG11, que estava com um desconto de 65% sobre o valor patrimonial.

Expectativas e Segmentos

A expectativa de estabilização da Selic em torno de 15% no segundo semestre pode beneficiar os fundos de crédito, segundo Bruno Nardo, sócio da RBR Asset. Ele ressalta que a resiliência operacional dos ativos deve continuar a atrair investidores. Em contrapartida, os fundos de tijolo, como shoppings e lajes corporativas, dependem de um cenário fiscal mais favorável e da redução dos juros longos para uma recuperação consistente.

Willian da Rocha, broker da Nippur Finance, atribui a recuperação do IFIX à normalização das expectativas econômicas. Ele destaca que a gestão ativa e a seleção de ativos de qualidade foram cruciais para o desempenho positivo, especialmente entre lajes corporativas e imóveis logísticos.

Desafios e Oportunidades

Apesar do cenário otimista, instituições como J.P. Morgan e Bradesco BBI projetam uma Selic elevada por um período prolongado, o que pode dificultar a competição com ativos de renda fixa. Contudo, Martins acredita que o momento atual representa uma oportunidade para investidores em busca de ativos reais com retornos superiores à inflação. Ele observa que muitos FIIs ainda estão abaixo do custo de reposição, oferecendo yields reais acima de 1% ao mês.

Caio Araújo, analista da Empiricus Research, complementa que a recuperação do semestre é resultado do ponto de partida depreciado dos fundos no final de 2024 e da percepção de que a Selic pode ter atingido seu pico. A volatilidade externa foi menor do que o esperado, favorecendo a recuperação dos preços no setor.

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