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BRB deve adquirir menor fatia do Banco Master do que o previsto inicialmente

BRB reduz novamente a aquisição do Master, excluindo ativos de R$ 33 bilhões, mas mantém operação atraente para o banco.

Fachada da sede do BRB. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
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  • O Banco de Brasília (BRB) vai reduzir novamente a fatia que pretende adquirir do Master, passando a comprar apenas 58% do banco.
  • A diminuição do perímetro ocorre por problemas de documentação em ativos e passivos do Master.
  • O valor dos ativos excluídos aumentou de R$ 23 bilhões para R$ 33 bilhões, incluindo precatórios e operações de crédito de maior risco.
  • A mudança é considerada positiva para o BRB, pois facilita a entrada do BTG Pactual no negócio.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, informou que a análise da compra ainda está em andamento.

O BRB (Banco de Brasília) deve reduzir novamente a fatia que pretende adquirir do Master, passando a comprar apenas 58% do banco. A diminuição do perímetro da operação ocorre devido a problemas de documentação identificados em ativos e passivos do Master. Essa nova redução foi confirmada por fontes próximas às negociações com o Banco Central.

O valor dos ativos excluídos do perímetro aumentou de R$ 23 bilhões para R$ 33 bilhões. Entre os ativos retirados estão precatórios e operações de crédito de maior risco. Essa mudança, embora impactante, é vista como positiva para o BRB, pois diminui as resistências à operação e facilita a entrada do BTG Pactual no negócio.

Detalhes da Negociação

Em maio, o BRB já havia reduzido o perímetro da operação, criando uma divisão entre o que seria adquirido, chamado de “good bank”, e o que não seria, conhecido como “bad bank”. O BTG Pactual, por sua vez, fechou um acordo com o Master para a venda de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão, incluindo ações de empresas como Light e Méliuz, além de imóveis.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, informou que a instituição solicitou mais informações para concluir a análise da compra. A expectativa inicial era de que a aprovação ocorresse na semana passada, mas a falta de sinal verde alimentou rumores sobre possíveis empecilhos.

A aquisição do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março e gerou discussões sobre o uso do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que protege aplicações de clientes até R$ 250 mil. O BRB deve comunicar em breve o novo valor do perímetro ao mercado.

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