Um projeto-piloto em São Paulo vai pagar ciclistas que usam bicicletas para se deslocar. Os pagamentos serão feitos em créditos no bilhete único para quem pedalar entre um e oito quilômetros. As inscrições para participar vão até 30 de junho, e mil pessoas serão escolhidas para testar um aplicativo. Para se inscrever, é preciso ter mais de 18 anos, saber andar de bicicleta e ter um bilhete único ativo. Os selecionados devem baixar o aplicativo e informar os locais de partida e chegada. Cada ciclista pode ser pago por até quatro viagens por dia. O valor pago vai variar conforme a distância pedalada, ajudando os pesquisadores a definir o valor ideal e quais grupos devem ser priorizados. O teste durará um mês e os pesquisadores vão acompanhar os participantes para ver como seu comportamento muda. O aplicativo usará GPS para evitar fraudes e os dados serão guardados de forma segura. Os resultados ajudarão a prefeitura a implementar o Programa BikeSP, que foi criado em 2016, mas ainda não foi colocado em prática. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e pelo CNPq.
Um projeto-piloto desenvolvido por universidades de São Paulo vai remunerar ciclistas que utilizam bicicletas para seus deslocamentos diários. O pagamento será feito em créditos no bilhete único para aqueles que percorrerem entre um e oito quilômetros. As inscrições para participar do teste vão até 30 de junho, e mil pessoas serão selecionadas para utilizar o aplicativo.
Para participar, os interessados devem ter mais de 18 anos, saber pedalar e possuir um bilhete único ativo. Os selecionados deverão baixar um aplicativo e informar os pontos de partida e chegada. Cada ciclista poderá ser remunerado por até quatro viagens diárias, conforme explicou o professor Ciro Biderman, da FGV Cidades, que está envolvido no projeto. A ferramenta foi desenvolvida ao longo de dois anos por pesquisadores do IME-USP.
Os participantes receberão valores variados por quilometragem pedalada, o que ajudará os pesquisadores a determinar o valor ideal a ser pago e quais grupos sociais devem ser priorizados. O teste terá duração de um mês, e os pesquisadores acompanharão os participantes para avaliar mudanças de comportamento. A expectativa é que ao menos mil pessoas se inscrevam, permitindo uma amostragem diversificada.
Tecnologia e Segurança
Para evitar fraudes, o aplicativo utilizará GPS e outras ferramentas de monitoramento. Os dados serão criptografados e armazenados em servidores da USP. Durante as viagens, serão capturados pontos de coordenadas de GPS e dados de acelerômetros para confirmar se o deslocamento foi realmente feito de bicicleta. Apenas as viagens válidas serão remuneradas.
Os resultados do estudo poderão auxiliar a cidade de São Paulo na implementação do Programa BikeSP, que foi criado em 2016 e visa remunerar ciclistas, mas nunca foi colocado em prática devido à falta de parâmetros técnicos. A análise do projeto-piloto será enviada à prefeitura, que aguarda a conclusão do desenvolvimento para avaliar a viabilidade da iniciativa como política pública. O financiamento do projeto não foi realizado pela prefeitura, mas sim pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e pelo CNPq.
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