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Manga a R$ 45 gera polêmica entre consumidores e agricultores no Brasil

Mangas indianas enfrentam alta demanda nos EUA, custando até cinco vezes mais que as do México, enquanto frutas locais no Brasil são negligenciadas.

Anga, molho iraquiano feito de manga. Prato preparado com o condimento. (Foto: Marcos Nogueira/Folhapress)
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A demanda por mangas indianas nos Estados Unidos está aumentando, especialmente entre a comunidade sul-asiática. Essas mangas são importadas por via aérea, o que faz com que seus preços sejam muito altos, chegando a ser cinco vezes mais caras do que as do México. Muitos consumidores afirmam que as mangas de outras origens não têm o mesmo sabor, e alguns estão dispostos a pagar mais por essa experiência única. Enquanto isso, no Brasil, frutas locais como manga e caju ainda não são valorizadas como deveriam. Apesar de haver frutas frescas e saborosas em várias regiões, elas muitas vezes são ignoradas. Recentemente, um grupo de italianos visitou o Ceasa de Brasília e se encantou apenas com caldo de cana e água de coco, mostrando que as frutas brasileiras são frequentemente deixadas de lado em favor de produtos importados, como os pistaches da Califórnia.

É temporada de mangas indianas nos Estados Unidos, com a demanda crescendo entre a comunidade sul-asiática. As frutas são importadas por via aérea, o que eleva os preços devido à complexidade logística e ao alto índice de perdas durante o transporte. Mangas indianas podem custar até cinco vezes mais que as do México, principal fornecedor do país.

Consumidores afirmam que as mangas de outras origens não têm o mesmo sabor. Um cliente declarou ao The New York Times que, para ele, o preço não importa, pois a experiência de sabor é única. Essa busca por mangas indianas reflete uma nostalgia e uma dificuldade em encontrar frutas tropicais saborosas em países ricos do hemisfério norte.

Enquanto isso, no Brasil, a valorização de produtos locais como manga e caju ainda enfrenta desafios. Apesar de frutas frescas e saborosas estarem disponíveis em várias regiões, como Brasília e Belém, muitas vezes são negligenciadas. A gastronomia brasileira tem avançado na valorização de produtos locais, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Recentemente, um grupo de italianos ficou impressionado com produtos exóticos no Ceasa de Brasília, mas se encantou apenas com caldo de cana e água de coco verde. Isso evidencia uma falta de valorização das frutas brasileiras, que apodrecem enquanto consumidores se deslumbram com produtos importados. A castanha-de-caju do Ceará, por exemplo, é frequentemente deixada de lado em favor de pistaches da Califórnia.

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