O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) subiu para 0,96% em junho, a maior alta desde julho de 2022, comparado a 0,26% em maio. O aumento foi puxado pela mão de obra, que teve um crescimento de 2,12%. Ana Maria Castelo, do FGV Ibre, explica que o mercado de trabalho está aquecido, levando a reajustes salariais em cidades como Brasília, Recife e São Paulo. Apesar de uma desaceleração na atividade, as empresas estão otimistas com a demanda futura, o que pode manter o mercado de trabalho ativo. Todos os componentes do INCC também tiveram altas em relação a maio. O INCC-M fechou o semestre com um aumento acumulado de 3,46% e uma variação de 7,19% nos últimos doze meses. A maioria das capitais, exceto Salvador e Rio de Janeiro, viu aumento nos custos de construção.
O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) apresentou uma aceleração significativa em junho, atingindo 0,96%, a maior alta desde julho de 2022. Em comparação, a inflação do setor foi de apenas 0,26% em maio. O principal fator para essa elevação foi a mão de obra, que registrou um aumento de 2,12%, o mais expressivo desde junho de 2022.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, destaca que o mercado de trabalho aquecido favoreceu acordos coletivos em cidades como Brasília, Recife e São Paulo, resultando em reajustes salariais acima da inflação. O resultado do INCC-M de junho evidencia que a pressão sobre os custos do setor é impulsionada pela mão de obra. Apesar de uma desaceleração na atividade, as empresas mostram otimismo em relação à demanda futura, o que pode manter o mercado de trabalho aquecido.
Todos os componentes do INCC apresentaram taxas mais altas em relação a maio. Embora a alta de junho possa ser vista como pontual, devido à data-base de trabalhadores em áreas com grande concentração de obras, a inflação do setor deve continuar acima da inflação geral. A escassez de mão de obra persiste, pressionando os custos.
Com os dados de junho, o INCC-M fechou o semestre com um aumento acumulado de 3,46%, resultando em uma variação de 7,19% nos últimos doze meses. Segundo informações do FGV Ibre, todas as capitais analisadas, exceto Salvador e Rio de Janeiro, apresentaram aceleração nas taxas de variação, indicando um aumento nos custos de construção nessas regiões.
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