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Tesouro estima superávit de R$ 20 bilhões e adota política fiscal contracionista

Governo central registra superávit primário de quase R$ 20 bilhões até maio, impulsionado por aumento de receitas e cortes de despesas.

Ministério da Fazenda em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
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O governo central deve ter um superávit primário de quase R$ 20 bilhões até maio, com aumento nas receitas e cortes nas despesas. Esse resultado é R$ 60 bilhões melhor do que o do ano passado, devido a uma economia forte no início do ano e gastos reduzidos, que estão mais de 3% abaixo de 2024. A política fiscal é considerada muito restritiva, e o governo não planeja mudar o bloqueio orçamentário feito em maio. A revisão das receitas e despesas será feita em julho. No Congresso, há discussões sobre aumento de impostos em alguns setores, regulamentação de supersalários e reforma da Previdência dos militares, mas essas questões não afetam a meta fiscal de 2025. Atualizações nas projeções fiscais seguirão os procedimentos legais, e a proposta orçamentária para 2026 será apresentada em agosto. O governo continua a monitorar a situação fiscal para garantir a saúde financeira a longo prazo.

As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, devem apresentar um superávit primário de quase R$ 20 bilhões até maio deste ano. A informação foi confirmada pelo GLOBO e será oficialmente divulgada pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, durante a apresentação do Relatório do Tesouro Nacional.

No acumulado de 2025, o resultado fiscal está R$ 60 bilhões acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O aumento das receitas, impulsionado por uma atividade econômica robusta no início do ano, e a redução de despesas são fatores que explicam esse desempenho positivo. O governo informou que, em termos reais, os gastos estão mais de 3% abaixo do que em 2024.

Cenário Fiscal

A política fiscal adotada neste ano foi classificada pelo Tesouro como “extremamente contracionista”. A redução das despesas primárias e o aumento do resultado primário têm efeitos diretos sobre a demanda agregada. Apesar do superávit, o governo permanece cauteloso em relação ao contingenciamento orçamentário realizado em maio, sem previsão de alteração nos níveis de bloqueio.

A reavaliação das receitas e despesas será feita apenas em julho, com base nas medidas vigentes e na análise do terceiro bimestre fiscal. No Congresso, estão em discussão a Medida Provisória 1.303, que propõe aumento da tributação em certos setores, a regulamentação dos supersalários e a reforma da Previdência dos militares. O Ministério da Fazenda destacou que essas questões não têm relação direta com a meta fiscal de 2025, mas são consideradas relevantes para o debate público.

Projeções Fiscais

Qualquer atualização nas projeções fiscais seguirá os ritos legais, incluindo as reavaliações bimestrais de receitas e despesas. A proposta orçamentária para 2026 está prevista para ser apresentada em agosto. O governo continua a monitorar a situação fiscal com atenção, buscando garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo.

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