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Salic define voto crucial na fusão entre BRF e Marfrig

Salic se absteve na votação da fusão entre BRF e Marfrig, enquanto CVM adiou assembleia para julho, exigindo mais informações.

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O fundo saudita Salic, que possui ações da BRF, não votou a favor da fusão com a Marfrig por medo de conflitos de interesse. Apesar de apoiar a fusão, a Salic decidiu se abster para evitar problemas, já que a aprovação já tem o apoio dos principais acionistas. Durante a votação à distância, 69% dos votos foram a favor, mas a abstenção da Salic, que detém 11% da BRF, fez com que quase metade das ações não fossem votadas. A próxima etapa será uma votação presencial marcada para amanhã, mas a participação de Marcos Molina, controlador da Marfrig, foi questionada, levando a gestora Latache a pedir o adiamento da assembleia. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou o pedido e adiou a assembleia para julho, pedindo mais informações sobre a proposta de fusão. A Marfrig terá até a nova data para responder às solicitações da CVM.

O fundo saudita Salic, acionista da BRF, absteve-se na votação da fusão com a Marfrig devido a preocupações sobre conflitos de interesse. A decisão foi influenciada pela entrada da Minerva como terceira interessada no processo, levantando questionamentos sobre a relação do fundo com a fusão. Embora continue a apoiar a operação, a Salic optou por evitar que seu voto fosse contestado, considerando que o apoio do controlador da BRF e da Marfrig já assegura a transação.

A votação à distância registrou 69% de votos favoráveis à fusão, mas a Salic, que possui 11% do capital da BRF, contribuiu para um alto índice de abstenções, que correspondeu a quase metade das ações. A próxima fase do processo será a votação presencial, agendada para amanhã, dia 18. No entanto, a participação de Marcos Molina, controlador da Marfrig e maior acionista indireto da BRF, foi questionada pela gestora Latache, que solicitou o adiamento da assembleia.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acatou o pedido de adiamento, prorrogando a assembleia para a segunda semana de julho. A decisão foi unânime entre os membros da CVM, que concordaram com a necessidade de mais informações sobre a relação de troca proposta. Embora a votação à distância permaneça válida, a Marfrig terá até a nova data para responder às demandas da CVM e prosseguir com a votação presencial.

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