Málaga está se preparando para encher mais de 80.000 piscinas neste verão, com a construção de 1.500 novas piscinas a cada ano, impulsionada pela demanda do mercado imobiliário. Muitas pessoas que compram casas na Costa do Sol querem ter uma piscina, seja para uso pessoal ou em áreas comuns de condomínios. No entanto, esse aumento na demanda está pressionando os recursos hídricos da região, que já enfrenta ciclos de seca. Recentemente, as restrições para encher piscinas foram removidas após um outono chuvoso, e os reservatórios de água estão com mais de 60% de sua capacidade. Em Málaga, há cerca de 6.000 piscinas, enquanto Marbella tem 11.000, o que representa uma piscina para cada 14 moradores. Essa situação é resultado de um planejamento urbano descontrolado, que não se adapta às condições climáticas locais. Especialistas alertam que a construção de tantas piscinas é insustentável e que é necessário um controle maior sobre o uso da água, especialmente em um contexto de mudanças climáticas. Apesar das dificuldades com a água, a construção de piscinas continua a crescer, refletindo a expectativa de muitos compradores, especialmente internacionais, que veem a piscina como uma parte essencial do estilo de vida mediterrâneo.
Málaga se prepara para encher mais de oitenta mil piscinas neste verão, refletindo o crescimento do mercado imobiliário na região. Anualmente, são construídas cerca de mil e quinhentas novas piscinas, segundo dados do Catastro. A demanda por imóveis na Costa do Sol tem impulsionado esse aumento, com compradores buscando propriedades que incluam piscinas, tanto para uso privado quanto em áreas comuns.
Após um outono úmido e um aumento nas reservas de água, as restrições para encher piscinas foram suspensas. Os reservatórios estão com mais de sessenta por cento de sua capacidade, o que levou o Comitê de Sequía a aprovar a medida. Em Málaga, há mais de seis mil piscinas, enquanto Marbella lidera com onze mil, uma piscina para cada quatorze residentes.
O crescimento das piscinas em Málaga é visto como um reflexo de um planejamento urbano descontrolado, segundo especialistas. Jesus Vargas, professor da Universidade de Málaga, alerta que esse modelo não se adapta às condições climáticas e aumenta a pressão sobre os recursos hídricos. Ele destaca que a construção de piscinas e áreas de lazer requer irrigação, o que agrava a situação.
O aumento da demanda por piscinas é impulsionado por compradores internacionais, que consideram a instalação uma expectativa básica. Christopher Clover, da Panorama Properties, afirma que a ausência de piscina pode desvalorizar um imóvel em até dez por cento. Reformas para incluir piscinas em propriedades já existentes têm se tornado comuns, mesmo em áreas onde a escassez de água é um problema.
A construção de piscinas sem licença é um crime urbanístico, e a Fiscalia de Medio Ambiente já investiga casos de construções ilegais. O promotor Fernando Benítez ressalta que a situação é preocupante, especialmente em uma região com problemas de abastecimento de água. A construção desenfreada de piscinas é vista como insustentável e incompatível com a realidade climática atual.
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