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Brasil busca captar recursos na China com apoio do Banco Central e panda bonds

Brasil e China avançam em cooperação financeira com emissão de panda bonds e reativação de swap cambial, ampliando investimentos bilaterais.

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Após a visita do presidente Lula a Pequim, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou na China para negociar formas de captar recursos no país. Ele se reuniu com o presidente do banco central chinês, Pan Gongsheng, e discutiu como o Brasil pode atrair investimentos da China, que tem uma economia em crescimento e juros baixos. Galípolo destacou que empresas brasileiras podem emitir panda bonds, que são títulos em renminbi, a moeda chinesa. A Suzano já levantou 1,2 bilhão de renminbis, e a Vale também está considerando essa opção. Além disso, foi reativado um acordo de swap cambial entre Brasil e China, que ajuda a manter a estabilidade financeira. As negociações visam facilitar a cooperação financeira entre os dois países e aumentar o uso de moedas bilaterais.

Após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ficou na China para liderar negociações financeiras. O objetivo é facilitar a captação de recursos no mercado chinês, onde a economia apresenta crescimento e juros baixos.

Galípolo se reuniu com o presidente do Banco Popular da China, Pan Gongsheng, para discutir como as empresas brasileiras podem acessar o mercado chinês. O Brasil busca atrair investimentos chineses, que, segundo um membro da delegação, comparam ativos de dez anos com juros de 1,5% na China a opções que oferecem 15% no Brasil.

A complementaridade financeira entre Brasil e China é vista como uma oportunidade para ambos os países. A força-tarefa de Galípolo resultou na emissão de panda bonds, títulos em renminbi, por empresas brasileiras. A Suzano já levantou R$ 940 milhões com esses títulos, enquanto a Vale estuda a possibilidade de realizar operações semelhantes.

O memorando de entendimento assinado entre Galípolo e Pan visa abrir ainda mais o mercado financeiro chinês para operações com empresas brasileiras. Durante um evento voltado à América Latina, Galípolo destacou a perspectiva de cooperação financeira, mencionando a importância de expandir o uso de moedas bilaterais e melhorar a interconexão dos sistemas de pagamento.

Além disso, a reativação do swap cambial entre Brasil e China foi anunciada. Esse contrato, semelhante ao que o Brasil já possui com os Estados Unidos, busca garantir a estabilidade financeira entre os dois países. Galípolo e Pan enfatizaram a necessidade de promover a cooperação financeira para enfrentar desafios globais.

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