O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, disse que a taxa Selic, que está em 14,75% ao ano, pode continuar alta por mais tempo. Ele explicou que isso vai depender de novos dados sobre a inflação e a economia. Galípolo mencionou que o cenário internacional é incerto, especialmente por causa das tarifas dos Estados Unidos, e que o Banco Central precisa ser cauteloso e flexível nas suas decisões. Ele também comentou que a taxa de juros está em um nível que pode desacelerar a economia e que é melhor mantê-la restritiva por um período. Desde setembro de 2024, a Selic já subiu 4,25 pontos percentuais, com seis aumentos seguidos, sendo o último em 7 de maio, quando a taxa foi ajustada em 0,5 ponto. O comitê do Banco Central reforçou a importância de agir com cuidado nas próximas reuniões.
O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (19) que a taxa Selic, atualmente em 14,75% ao ano, pode permanecer elevada por um período prolongado. A decisão dependerá de novos dados sobre a inflação e a atividade econômica, conforme as próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária).
Galípolo destacou que o cenário atual é marcado por profunda incerteza internacional, especialmente após as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele enfatizou a necessidade de cautela e flexibilidade nas decisões do Banco Central, evitando o uso do “forward guidance”, que sugere direções futuras.
Durante a Annual Brazil Macro Conference, promovida pelo Goldman Sachs em São Paulo, o presidente do BC observou que a taxa de juros atingiu um nível contracionista, o que pode desacelerar a economia. Ele ressaltou que é prudente manter os juros em um patamar restritivo por mais tempo, enquanto se observa o comportamento da economia.
Desde setembro de 2024, o Copom já elevou a Selic em 4,25 pontos percentuais, com seis aumentos consecutivos, levando a taxa ao maior nível em quase duas décadas. A última elevação ocorreu em 7 de maio, quando a Selic foi ajustada em 0,5 ponto. Na ata da reunião, o comitê reiterou a importância de agir com cautela e flexibilidade nas próximas decisões.
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