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Trabalhadores podem transferir dívidas para novos bancos com portabilidade do consignado CLT

Trabalhadores poderão trocar dívidas do consignado CLT a partir de 16 de junho, com expectativa de movimentar R$ 100 bilhões.

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A partir de 16 de junho, trabalhadores com dívidas de empréstimos consignados antigos ou créditos pessoais poderão trocar suas dívidas por condições melhores em outras instituições financeiras. Essa mudança permite que eles busquem bancos que ofereçam taxas de juros mais baixas, utilizando o FGTS como garantia, o que reduz o risco de inadimplência para os bancos. A quitação do empréstimo antigo e a contratação do novo serão feitas automaticamente entre as instituições. Inicialmente, essa portabilidade só poderia ser feita dentro do mesmo banco, mas agora será possível migrar para qualquer banco habilitado. O governo espera que essa nova modalidade movimente cerca de R$ 100 bilhões até junho, já tendo emprestado R$ 11,3 bilhões em menos de dois meses. A média dos empréstimos é de R$ 5.383,22, com parcelas em torno de R$ 317,20. Atualmente, 35 instituições financeiras estão oferecendo essa linha de crédito, e o Banco do Brasil lidera com R$ 3,1 bilhões emprestados.

A partir de 16 de junho, trabalhadores com dívidas em consignados antigos ou créditos pessoais poderão renegociar suas dívidas utilizando a portabilidade para novas instituições financeiras. Essa mudança visa permitir que os profissionais busquem condições mais vantajosas, sem a necessidade de intermediação, desde que o novo contrato siga as regras do Consignado CLT.

A portabilidade foi inicialmente prevista para 6 de maio, mas foi adiada para ajustes no sistema. Agora, os trabalhadores poderão migrar suas dívidas para bancos que ofereçam melhores taxas. O novo modelo de crédito permite que o trabalhador utilize parte do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia, reduzindo o risco de inadimplência para as instituições financeiras.

Desde o início da migração de dívidas, em 25 de abril, o programa já emprestou R$ 11,3 bilhões a mais de 2 milhões de trabalhadores. A média dos empréstimos é de R$ 5.383,22 por contrato, com parcelas em torno de R$ 317,20 em um prazo de 17 meses. Os estados que mais se destacam em volume de recursos contratados são São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

Expectativas de Crescimento

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que a nova modalidade de crédito pode movimentar até R$ 100 bilhões até junho. O Banco do Brasil lidera os empréstimos, com R$ 3,1 bilhões já concedidos, principalmente para quitar dívidas mais caras. A partir de 6 de julho, a portabilidade será ampliada, permitindo que todos os trabalhadores possam realizar a troca de dívidas por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

A expectativa é que a concorrência entre as instituições financeiras resulte em juros mais baixos, beneficiando os trabalhadores. O programa conta atualmente com 35 instituições financeiras operando a linha de crédito, e mais de 70 já estão habilitadas.

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