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China registra queda de 1,6% nas emissões de CO2 com avanço da energia limpa

Emissões de CO2 na China caem 1,6% no primeiro trimestre, impulsionadas por energia limpa, sinalizando uma mudança estrutural.

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As emissões de CO2 na China caíram 1,6% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com um novo relatório. Essa queda é impulsionada pelo aumento da energia limpa, como solar, eólica e nuclear. É a primeira vez que as emissões diminuem apesar do crescimento da demanda por energia no país. Nos últimos 12 meses, a redução foi de 1%. Anteriormente, as quedas nas emissões estavam ligadas a crises econômicas ou restrições, como as da pandemia de Covid-19. Agora, os especialistas afirmam que essa redução pode ser estrutural, cinco anos antes da meta da China. No entanto, a continuidade dessa tendência depende das políticas de energia limpa e das emissões que serão definidas no próximo plano quinquenal do país. Além disso, a recuperação do setor imobiliário pode aumentar as emissões, enquanto o setor químico ainda apresenta crescimento nas emissões, mas isso pode mudar nos próximos anos.

A China registrou uma queda de 1,6% nas emissões de dióxido de carbono (CO2) no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O avanço na capacidade de geração de energia limpa, como solar, eólica e nuclear, foi o principal responsável por essa redução, conforme relatório do Carbon Brief.

O pesquisador finlandês Lauri Myllyvirta, autor do estudo, destacou que, pela primeira vez, a demanda crescente por energia não resultou em aumento das emissões. As emissões de CO2 haviam atingido um platô em março de 2024, mas este é o primeiro dado anualizado que indica uma redução estrutural, antecipando a meta chinesa em cinco anos.

Contexto das Emissões

As quedas anteriores nas emissões foram atribuídas a crises econômicas e restrições, como a pandemia de Covid-19. Myllyvirta e outros analistas, como David Fishman, da consultoria The Lantau Group, ressaltam que, em anos anteriores, as reduções ocorreram devido a uma menor demanda por energia. Isso foi observado em 2009, 2012, 2015 e 2022.

A sustentabilidade dessa redução ainda é incerta. Myllyvirta acredita que a tendência deve continuar até 2025, mas as perspectivas para os anos seguintes dependem das metas de energia limpa e emissões do próximo plano quinquenal da China, que será definido no próximo ano.

Desafios Futuros

A possível recuperação do setor imobiliário pode reverter essa tendência, aumentando o consumo de produtos com altas emissões, como cimento e aço. Por outro lado, analistas chineses, como TP Huang, afirmam que as emissões do setor de combustíveis fósseis para produtos químicos ainda estão crescendo, mas essa situação deve mudar em alguns anos.

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