A Apple e o Google não estão permitindo que aplicativos de apostas sejam disponibilizados em suas lojas no Brasil, o que está deixando os operadores do setor frustrados. Apesar da nova regulamentação que começou em janeiro e permite que empresas licenciadas atuem no país, apenas os aplicativos das loterias da Caixa estão acessíveis. Representantes do setor se reuniram com autoridades do Ministério da Fazenda e expressaram descontentamento com a decisão das gigantes da tecnologia. Eles acreditam que ter aplicativos dedicados é importante para a segurança dos usuários e para a credibilidade do setor. Especialistas pedem que as plataformas digitais colaborem com as autoridades brasileiras para criar regras que permitam a presença de aplicativos regulamentados, com ferramentas para proteger os apostadores. A falta de aplicativos oficiais pode favorecer operadores ilegais e prejudicar o mercado legal.
A restrição de aplicativos de apostas nas lojas virtuais da Apple e Google tem gerado insatisfação entre operadores do setor no Brasil. Desde a regulamentação das apostas online, que entrou em vigor em janeiro, apenas os aplicativos das loterias da Caixa estão disponíveis.
Representantes de empresas de apostas expressaram frustração em reuniões com o Ministério da Fazenda. A expectativa era que os aplicativos licenciados fossem lançados este ano, fortalecendo a credibilidade do setor e aumentando a segurança dos usuários. O Google, que reafirmou sua política de vetar apostas na Play Store, não comentou sobre possíveis mudanças nas regras. A Apple não se manifestou.
Alex Rose, CEO da provedora de tecnologia de apostas inplaySoft, afirmou que as restrições atuais são um “erro significativo”. Ele destacou que aplicativos dedicados são essenciais para uma experiência mais segura para os apostadores. O consultor do Conselho Federal da OAB, Leonardo Henrique Roscoe Bessa, também criticou a decisão, ressaltando que a falta de diálogo com as autoridades brasileiras favorece operadores ilegais.
Feliphe Almeida, CTO da LuckBet, afirmou que a presença de aplicativos licenciados garantiria um ambiente seguro para os apostadores. João Fraga, CEO da Paag, enfatizou que a regulamentação só terá efeito real se todo o ecossistema digital estiver alinhado. Ele alertou que impor barreiras a operadoras licenciadas enfraquece o mercado legal e abre espaço para alternativas irregulares.
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